16 de fevereiro de 2012

Álcool X Diabetes

O álcool está em toda parte - quando a família se reúne, em churrascos, após o jogo de futebol, nas festas. O que você vai tomar? Alguém pergunta. Se você tem diabetes, o que diz?

Depende. Faça 3 perguntas básicas a si próprio:

1 - Meu diabetes está sob controle?
2 - Será que meu médico concorda que estou livre de problemas de saúde que podem piorar com o álcool, como dano dos nervos ou pressão alta?
3 - Eu sei como o álcool pode afetar a mim e ao diabetes?

Se você disse “sim” para todas as questões, está OK, em tomar uma dose de bebida ocasional. Mas, o que significa bebida ocasional? A American Diabetes Association recomenda somente 2 doses para os homens e somente 1 dose para as mulheres. Esta recomendação é a mesma para quem não tem diabetes.

Seu Corpo e o Álcool

O álcool age muito rápido no sangue sem ser metabolizado em seu estômago. Em menos de cinco minutos após tomar uma bebida, há álcool suficiente em seu sangue para ser medido. De 30 a 90 minutos após tomar uma bebida, o álcool na corrente sanguínea está no mais alto nível.

O fígado faz o trabalho maior para metabolizar o sangue que está em seu corpo. Mas necessita de tempo. Pode levar aproximadamente 2 horas para metabolizar cerveja ou outra bebida.

Se você bebe mais rápido do que seu fígado consegue metabolizar, o excesso de álcool se movimenta pela corrente sanguínea para outras partes do corpo. As células do cérebro são os alvos mais fáceis.

O Risco de Baixar o Açúcar no Sangue

Se você tem diabetes e toma injeções de insulina e/ou pílulas, você corre o risco de ter hipoglicemia quando tomar alguma bebida alcoólica. Para se proteger nunca tome álcool com o estômago vazio. Planeje beber durante uma das refeições ou após um lanche.

Como o álcool aumenta as chances de ter hipoglicemia? Tem haver com seu fígado.

Normalmente, quando os níveis do açúcar no sangue começam a cair, seu fígado entra em ação. Ele trocará o carboidrato armazenado em glicose. Em seguida ele manda a glicose para o sangue, o que o ajuda a evitar ou tornar mais lenta a reação de queda do açúcar no sangue.

Porém, quando o álcool entra em seu sistema, isto muda. O álcool é uma toxina. Seu corpo reage ao álcool como se fosse veneno. O fígado quer tirá-lo do sangue rapidamente. De fato, o fígado não enviará a glicose novamente até ter dominado o álcool. Se o nível de seu açúcar no sangue estiver caindo rapidamente, você pode acabar com uma quantidade mínima de açúcar no sangue.

Por este motivo que beber mais de 2 doses (homens) e mais que 1 dose (mulheres), com o estômago vazio pode levar a uma hipoglicemia.

Quando você mistura álcool com exercício, você aumenta o risco de hipoglicemia. Isto acontece porque o exercício ajuda a baixar os níveis de açúcar no sangue. Vamos dizer que você jogou tênis, e tomou uma cerveja após o jogo. Mas nas horas que seguem ao final da partida, seu corpo continua trabalhando. Ele está repondo a energia usada pelos músculos. Para isso, ele limpa a glicose do sangue e a acrescenta ao estoque dos músculos. É por isso que o exercício pode ajudar a baixar o nível de açúcar no sangue.

Se você toma insulina ou medicamentos orais, eles também trabalham para remover o açúcar no sangue. A menos que você coma ou o fígado mande glicose para o sangue você terá hipoglicemia. Se você tomar uma cerveja, o álcool impedirá que o fígado envie glicose. Aí as chances de baixar o açúcar são maiores.

A Visão e o Diabetes

Existem cerca de 12 milhões de indivíduos que são portadores de diabetes no Brasil. Desses, metade ignora sua condição, ficando assim mais suscetível a uma série de problemas decorrentes da doença. Dia 14 de novembro foi o Dia Mundial do Diabetes, nada mais oportuno para alertarmos a população para os riscos que os diabéticos correm de complicação na visão e até mesmo de cegueira, caso a doença não seja mantida sob controle. A perda de visão é 25 vezes mais freqüente em quem tem diabetes.

Dados da Sociedade Brasileira de Diabetes apontam que a falta de informação associada à ausência de sintomas pode causar cegueira em 40% dos diabéticos e mais da metade desses casos poderiam ser evitados se os pacientes realizassem regularmente os exames oftalmológicos e mantivessem as taxas de açúcar (glicemia) sob controle. Dificuldade de foco, catarata, glaucoma e danos na retina são as principais complicações oftalmológicas provocadas pelo diabetes mal controlado. A retinopatia diabética, por exemplo, é responsável por 2% dos casos de cegueira no mundo inteiro. O que muita gente não sabe é que essa complicação pode ser prevenida.

 
Para compreender melhor a retinopatia diabética é preciso conhecer mais sobre sua origem. É então, que existe a necessidade de saber o que é diabetes. Quando digerimos alimentos, principalmente os carboidratos, eles se transformam em açúcar – ou melhor, em moléculas de glicose - que vão parar no sangue. É ele quem vai abastecer todas as células do corpo. Mas tem que haver insulina. Vamos imaginar que a insulina é uma chave, que abre a porta das células, deixando a glicose entrar. A insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas. Entretanto, esse mecanismo pode falhar. Quando falta insulina, a glicose fica acumulada no sangue e, então, surge o diabetes. O aumento da concentração de açúcar no sangue torna-o mais denso causando muitas complicações, entre elas, os problemas circulatórios.


Essa circulação problemática afeta os vasos sanguíneos de todo o corpo, e também os da retina, a camada de fibras nervosas situada no fundo do olho, que percebe a luz e ajuda a enviá-la até o cérebro. Os pequeninos vasos da retina são lesados. Isto leva, passado algum tempo, aos distúrbios de visão ou, como já dissemos, até à cegueira. A melhor proteção contra a retinopatia diabética é submeter-se a exames periódicos da visão efetuados pelo médico oftalmologista. É particularmente importante detectar a doença em um estágio precoce, pois às vezes, a retinopatia pode estar presente sem nenhum sinal perceptível. Nesses exames, o oftalmologista irá examinar o interior do olho do diabético, usando um instrumento chamado oftalmoscópio. Essa rotina deve fazer parte da vida dos diabéticos pelo menos a cada seis meses.


Em muitos casos não existe a necessidade de tratamento, apenas do acompanhamento periódico do oftalmologista, para registrar se a doença está avançando ou não. Caso o avanço seja constatado, existem tratamentos que podem deter a progressão das lesões e, assim, melhorar a qualidade da visão. Aplicações de laser na retina são indicadas para fortalecer os vasos, controlando ou evitando a ocorrência de vazamento de líquidos e sangue na retina. Quando já houve uma hemorragia significativa dentro do olho ou descolamento da retina, o tratamento com laser é insuficiente. Nesse caso, é necessária a realização de uma cirurgia chamada vitrectomia, que é a retirada da hemorragia intra-ocular e correção do descolamento da retina.

Os riscos de desenvolver retinopatia diabética aumentam quanto maior o tempo em que o indivíduo convive com o diabetes. Hoje, estudos apontam que 80% das pessoas que tenham sofrido de diabetes por pelo menos 15 anos apresentam algum tipo de lesão nos vasos sanguíneos da retina. É importante saber que um tratamento precoce consegue atrasar o progresso da retinopatia diabética e reduzir o risco de cegueira, no entanto não o exclui completamente. Por isso, é importante prevenir o diabetes, o grande causador de complicações na visão e de outras conseqüências negativas que vão da cabeça aos pés.

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DF tem uma em cada três crianças de 5 a 10 anos acima do peso, diz Saúde

Número supera média nacional, que é de 25,6% para sobrepeso e obesidade.

Crianças de pais obesos têm 80% de risco de também se tornarem obesas.





Uma em cada três crianças entre 5 e 10 anos está acima do peso no Distrito Federal, segundo dados do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional, ligado ao Ministerio da Saúde. O índice é superior à média nacional – 25,6%, ou uma em cada quatro crianças. Os dados colocam o DF em primeiro lugar no ranking ao lado do Rio Grande do Sul (veja tabela ao lado). De acordo com o levantamento, 17,4% dos meninos e meninas nessa faixa etária apresentam sobrepeso e outros 16,4% estão obesos.

A Organização Mundial da Saúde (OMC) relaciona o índice de massa corporal, idade e sexo da criança para determinar o excesso de peso. Meninos e meninas de 9 anos, por exemplo, têm sobrepeso quando o índice é igual ou superior a 19,1 e obesidade quando a taxa é igual ou maior que 22,8.

A especialista em nutrição social e professora da Universidade de Brasília (UnB) Regina de Carvalho afirma que a obesidade infantil é uma tendência que se observa há pelo menos dez anos.

“A ausência de frutas e verduras na alimentação vai do bebê até o idoso. Isso sem contar que os alimentos naturais acabam sendo substituídos por outros já prontos, por questão de praticidade mesmo”, explica.

Além do consumo de alimentos com baixo valor nutricional, ela afirma que a falta de atividades físicas, ansiedade, diminuição do tempo de aleitamento materno e excesso de comida também contribuem para o índice.

"É complicado. Às vezes os pais não concordam com o cardápio das creches e escolas, acham que é pouco e dão algo a mais para a criança levar. Aí o filho não come tudo e acham que ele tem algum problema, está sem apetite."

Para Aline Freitas, mãe de gêmeas de 7 anos, três dos fatores citados ajudam a explicar a obesidade em uma das filhas. Enquanto uma delas tem 1,3 m de altura e pesa 28 kg, a outra mede 1,4 metro e tem 55 kg – quase o dobro da irmã.

"Eu sinto que ela come muito por compulsão, é muito ansiosa. Se a gente combinar de fazer um passeio amanhã, pronto. Ela fica em um estado de ansiedade tão grande que começa a comer e a gente nota que ela não está nem com fome", disse Aline.

O ministério e a OMS [Organização Mundial da Saúde] dizem que obesidade é uma doença crônica não transmissível, mas eu não concordo. É transmissível, sim. Se tem um hábito errado em casa, um transmite para o outro, principalmente para a criança"

Regina de Carvalho, especialista em nutrição social e professora da UnB

Depois que mãe e filhas se mudaram de uma casa para um apartamento, há três anos, a frequência de atividades físicas também fui reduzida. "Hoje em dia, por causa da violência, acaba que as crianças ficam muito presas também. Mas quero encontrar um esporte de que ela goste. [...] Meu cardiologista até disse que dieta a gente acaba falhando, sempre tem uma festa. Mas esporte, se praticado religiosamente, é certeza", diz.

Segundo Aline, o excesso de peso já trouxe sofrimento para a menina. "Uma colega de escola ficou afastando ela do grupo de amiguinhos. Ela até mudou de escola. E também a questão das roupas, que têm que ser mais de adolescente. Ela vê coisa infantil e fica chateada, porque não tem no tamanho dela."

A mãe diz ainda que a menina fica constrangida com o preconceito das pessoas na rua. "Ela passa por tudo que um obeso adulto passa, mas ainda é muito novinha. E, quando briga com a irmã, a primeira coisa que vem é 'sua gorda', mesmo que eu sempre peça para não fazer isso. Isso magoa muito, ela fica muito aflita.”

Risco em casa

De acordo com o Ministério da Saúde, crianças de pais obesos têm 80% de risco de também se tornarem obesas. Quando apenas um dos pais está nessa situação, os riscos caem para 40%. Quando nenhum dos dois é obeso, os filhos têm 10% de chance de ultrapassarem de forma crônica o peso adequado.

"O ministério e a OMS [Organização Mundial da Saúde] dizem que obesidade é uma doença crônica não transmissível, mas eu não concordo. É transmissível, sim. Se tem um hábito errado em casa, um transmite para o outro, principalmente para a criança", afirma a nutricionista Regina.

Para a nutricionista Regina, é necessário que toda a família passe por reeducação alimentar nos casos de obesidade. "Os pais dizem que o filho quer aquele alimento e que não sabem como negar. Mas eu digo: 'Ele não quer não, ninguém nasceu assim. Ele não chupou bala na barriga".

Desde a década de 90 a Organização Mundial da Saúde passou a tratar a obesidade como um problema de saúde pública tão preocupante quanto a desnutrição.

IBGE

A última Pesquisa Nacional de Saúde Escolar, realizada em 2009 e divulgada em 2010 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontou que o principal problema nutricional em adolescentes da 9ª série é o excesso de peso. Ele foi verificado em 23,2% dos quase 60 mil entrevistados em todas as capitais brasileiras.

O estudo também mostrou atitudes inadequadas dos jovens em relação ao peso corporal. Segundo o levantamento, 51,5% das garotas que informaram ter tentado emagrecer estavam dentro do peso normal. O mesmo aconteceu com 29,8% dos rapazes. Além disso, 35,8% das jovens que se achavam muito gordas estavam dentro do peso adequado. A situação se repetiu com 21,5% dos adolescentes.

10 de fevereiro de 2012

CURSO: GERONTOLOGIA APLICADA A NUTRIÇÃO

Gerontologia Aplicada a Nutrição
Palestrante: Profa Dra. Adriana Pederneiras, Nutricionista, Mestre e Doutora em Ciências da Saúde desenvolve esse curso a todos os interessados em descobrir mais sobre essa nova tendência com bastante experiência e excelência na área.
Objetivos do Curso:
  • Aprimorar os conhecimentos em gerontologia a fim de prestar uma melhor assistência nutricional aos idosos contribuindo para a prevenção e recuperação dos distúrbios nutricionais que afetam a terceira idade.
Objetivos Específicos:
  • Identificar as alterações fisiológicas do envelhecimento que afetam a nutrição;
  • Aprofundar os conhecimentos sobre as Recomendações Nutricionais para a terceira idade e intervenções dietoterápicas atuais para idosos saudáveis e aqueles com co-morbidades;
Público Alvo:
  • Estudantes e profissionais de saúde interessados em conhecer as alterações que ocorrem no processo de envelhecimento e a participação da atenção nutricional como um dos itens fundamentais para a qualidade de vida dos idosos.
Módulos:
  • Conceituar senescência e senilidade e as mudanças fisiológicas que ocorrem no processo de envelhecimento
  • Apresentar as ferramentas simples utilizadas na triagem e avaliação nutricional de idosos
  • Avaliação de Consumo Alimentar
  • Nutrigenômica / Nutrição funcional
  • Requerimentos Nutricionais de idosos
  • Carências Nutricionais Específicas na Terceira Idade
  • Interação Fármaco-Nutrientes
  • Suplementação nutricional para idosos - O que precisamos saber?
  • Nutrição Clínica nas afecções do Sistema Digestório, Endócrino, Sistema Imunológico e Metabólico,Osteomuscular e Sistema Renal
Certificado:
  • O Grupedh em parceira com o Cetesi expedirá o Certificado de Curso de Atualização, aos participantes que obtiverem: Freqüência mínima: 75% (Setenta e Cinco por Cento) no curso.
Carga Horária: 30 h/a
Investimento: R$ 180,00
Início e Horário das Aulas: 13, 14 e 15 de Abril – Sexta 19:00 às 23:00, Sábado e Domingo das 09 às 18h.
* Valor com desconto de  10%  até o dia 08/04/2012 .
** Inscrição mediante a confirmação de pagamento até dia 10/04/2012.

                                     VARGAS LIMITADAS
INSCRIÇÕES E INFORMAÇÕES
CETESI
Tel.: (61) 3351- 4511  
Endereço: Unidade I - C 11 Lote 15 - Taguatinga Centro/ DF 

29 de janeiro de 2012

Obesidade + Diabetes = Diabesidade

Obesidade + Diabetes = Diabesidade

A epidemia mundial de obesidade vai provocar milhões de novos casos de diabetes nas próximas duas décadas. A combinação das duas doenças é hoje o maior desafio da saúde no mundo. Como vencê-lo?

Foi-se o tempo em que a enorme concentração de gordos era motivo de espanto para os brasileiros que viajavam para os Estados Unidos. A obesidade (em todos os graus e formas) está definitivamente entre nós. No Brasil de 1975, 16% da população estava acima do peso ideal.

Hoje são 43%. Esse é um daqueles fenômenos cuja comprovação está ao alcance dos olhos. Passe uma manhã na Praia de Copacabana, na Avenida Paulista ou em qualquer outro cartão-postal do país e conte quantos obesos cruzam seu caminho. O efeito mais evidente da obesidade é estético, aquele que você reconhece de longe. O mais grave é o que você não vê. Ele já ganhou nome: diabesidade. Os obesos de hoje serão os diabéticos de amanhã. Pior que o avanço da obesidade é a epidemia global de diabesidade. O binômio usado para designar a mistura das duas doenças é hoje o maior desafio da saúde pública no mundo. Enfrentá-lo é mais difícil que encontrar uma vacina contra um vírus novo.

6 de dezembro de 2011

Exames de sangue, jejum e diabetes

Exames de sangue, jejum e diabetes

Freqüentemente as pessoas com diabetes necessitam colher exames em laboratório,e ficam em dúvida se tomam a medicação oral no dia da coleta, e se estão usando insulina, como agir.

O que fazer

Se estiver tomando comprimidos para o diabetes, não o tome até ter colhido o examee voltado para casa e tomado café. Se estiver em uso de insulina, ela não deve ser aplicada até que você retorne para casa, pois senão você corre o risco de ter hipoglicemia.

Como fazer

A maior parte dos exames de laboratório não necessitam de 12 horas de jejum, como recomendado pelos laboratórios. Dos exames geralmente solicitados, no controle de pessoas com diabetes, só a dosagem de triglicérides necessita deste tempo de jejum. Assim, se ele não for solicitado, o jejum deve ser SOMENTE DE 8 HORAS.Se tiver que ficar mais tempo de jejum, dose a glicemia antes de sair para o laboratório, chegando lá explique seu problema e peça para ser atendido primeiro. Se a glicemia estiver menor que 100mg%, adie seu exame para outro dia.

Atenção

Alguns exames laboratoriais devem obrigatoriamente ser feitos no mínimo anualmente.São eles: dosagem de uréia, urina tipo 1, pesquisa de microalbuminúria, dosagem de colesterol e frações e triglicérides. Outros, podem ser necessários dependendo de cada caso, porém a medida de hemoglobina glicosilada, deve ser solicitada no mínimo duas vezes ao ano, e idealmente a cada três meses

21 de novembro de 2011

CONVITE


TODOS UNIDOS A FAVOR DA PREVENÇÃO, EDUCAÇÃO E CONTROLE DO DIABETES.
  O diabetes mata uma pessoa a cada 8 segundos.
No dia 14 de novembro foi comemorado o Dia Mundial do Diabetes. O diabetes é um distúrbio metabólico, que altera os níveis de glicose e de insulina no sangue. Quando uma pessoa é considerada diabética, certamente não produz quantidade adequada de insulina ou esse hormônio não age com eficiência no organismo. “O diabetes mata uma pessoa a cada 8 segundos. É UMA DOENÇA ÁS VEZES SILENCIOSA E A PESSOA PORTADORA, NÃO SABE QUE TEM A DOENÇA! Diversos países, inclusive o Brasil, estão realizando ações para conscientizar as pessoas sobre a importância desta doença, que tem atingido cada vez mais pessoas. E na CLDF, não será diferente. O GRUPEDH e os deputados Celina Leão e Aylton Gomes realizarão nesta  terça feira, dia 22, no foyer do Plenário, uma ação educativa alertando sobre a relevância da detecção precoce da doença, sintomas e tratamento. A atividade inicia a partir das 14h, com a realização de glicemias capilares (verificar açúcar no sangue), aferição da pressão arterial, orientação nutricional .

10 de novembro de 2011

Frutas x Diabetes

Frutas x Diabetes

As frutas são fontes de carboidratos simples (frutose), energia, água, fibras, sais minerais, vitaminas e até gordura (nutrientes essenciais para a manutenção da saúde).

As pessoas com diabetes devem consumi-las de acordo com as necessidades individuais. A recomendação é semelhante à população em geral, ou seja, variar os tipos e evitar o consumo excessivo. As frutas de alto índice glicêmico devem ser consumidas como sobremesa, ou seja, nunca como componente único da refeição. Dentre elas: melancia, abacaxi, uva, banana, manga, laranja.

O número exato de porções que cada indivíduo deve consumir depende de uma série de fatores como idade, atividade física, necessidades nutricionais, controle glicêmico, etc.

A média de consumo varia de 3 a 5 porções/dia, sendo considerado uma porção: 1 banana pequena, 1 maça média, 1 pera média, 1 fatia de mamão, 1 fatia de melão, 10 gomos de uva, 10 unidades de morango.

Vale lembrar que a resposta glicêmica é diferente quando se consome um suco natural, pois em pequeno volume de suco tem-se uma concentração maior de frutas, podendo até ultrapassar o recomendado para um dia.

É importante lembrar que toda alimentação deve ser individualizada respeitando o estágio de vida, estado nutricional, doenças associadas e tratamento medicamentoso.

Dicas:

- prefira frutas da estação, pois são de melhor qualidade e preço;

- sempre que possível, consuma as frutas com casca, pois desta maneira o teor de fibras é maior e a resposta glicêmica é melhor, ou seja, a elevação da glicose sanguínea é mais lenta.

- higienize as frutas que serão consumidas com casca;

- varie os tipos de frutas.

- não se apegue as crendices. Não existe fruta proibida e sim quantidade definida.

- prefira frutas inteiras (1 porção) ao invés de suco, pois pequenos volumes de suco concentram várias porções de frutas;

- consuma ao menos uma fruta cítrica ao dia para o aporte de vitamina C;

- consulte “sempre” um nutricionista

9 de novembro de 2011

Agulhas do bem. Os benefícios da acupuntura no tratamento do diabetes

Agulhas do bem. Os benefícios da acupuntura no tratamento do diabetes

A acupuntura é um importante procedimento da Medicina Tradicional Chinesa que há milênios demonstra finalidade preventiva e terapêutica, visando o tratamento de diferentes doenças através da aplicação de estímulos pela inserção de agulhas em pontos específicos do corpo.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) listou uma lista com 41 doenças que apresentaram excelentes resultados com o tratamento de acupuntura, dentre elas se encontra a diabetes. De acordo com estudo publicado pela OMS o uso da acupuntura em diabéticos apresenta uma redução de 20% nos níveis de glicose no sangue.

No diabetes, a acupuntura pode auxiliar no controle da glicemia, além de combater fatores que podem contribuir para o aumento da glicose, como: estresse, ansiedade, obesidade, hipertensão, tabagismo, entre outros.

Períodos de estresse e fortes oscilações no humor podem interferir no comportamento da glicemia e a acupuntura pode ser uma ferramenta adicional para lidar com essas situações

No ano passado, foi realizada uma revisão bibliográfica por Liang e Koya com o objetivo de avaliar a eficácia da acupuntura no tratamento da resistência à insulina (RI). Foram analisados 234 artigos no PubMed (banco de dados de publicações médicas) entres os anos de 1979 e 2009. Essas publicações fornecem fortes evidências clínicas em apoio da eficácia da acupuntura no RI. Vários estudos experimentais têm demonstrado que a acupuntura pode corrigir vários distúrbios metabólicos, como hiperglicemia, excesso de peso, hiperfagia, hiperlipidemia, inflamação, atividade alterada do sistema nervoso simpático e defeito do sinal de insulina, que contribuem para o desenvolvimento do RI. Além disso, a acupuntura tem o potencial de melhorar a sensibilidade à insulina.

Estudos sobre a acupuntura no campo do diabetes foram publicados na China desde o início dos anos 1950, sendo que os pacientes diabéticos tratados com acupuntura apresentaram melhora nas manifestações clínicas, bem como redução de açúcar no sangue em jejum e melhoria no teste de tolerância oral à glicose. Outros estudos indicam que a Acupuntura melhorou tanto a hiperglicemia como a RI. A Acupuntura tem sido usada também no tratamento da neuropatia diabética, gastroparesia e bexiga disfunção neural.

Por ser um tratamento que apresenta também uma natureza preventiva, a acupuntura aumenta determinantemente a resistência do organismo, fortalecendo a sua capacidade intrínseca de se defender das doenças. As observações clínicas e os experimentos científicos confirmam que esse tratamento regula e melhora as funções imunológicas, fortalecendo seu poder de se defender contra qualquer doença. Essa sua particularidade de prevenir doenças a torna de grande valia para a saúde em geral, por diminuir muito o número de doentes e, conseqüentemente os gastos individuais e públicos com a saúde, nos países onde o método é praticado.

Na concepção chinesa, a doença é uma manifestação de desequilíbrio. A acupuntura seria uma forma de readquirir a harmonia perdida.

Exames laboratorais: quais as recomendações necessárias para um resultado seguro?

Exames laboratorais: quais as recomendações necessárias para um resultado seguro?

Para que o resultado de um exame de laboratório seja confiável, são necessárias algumas recomendações quanto ao preparo do paciente.Relacionamos as recomendações mais comuns e os procedimentos de coleta para os exames mais freqüentes.Confira.

O jejum é necessário para todos os exames de sangue?

Não. Tem alguns exames como Hemograma, Tipagem Sanguínea, Teste de Gravidez e outros, que não precisam de jejum. Assim como tem exames que precisam de 12, 8 ou 4 horas de jejum, tem aqueles exames como dosagem de GLICOSE que não devem ultrapassar 12 horas.

Posso ingerir água ou medicação de rotina antes de fazer os exames?

Água pode com moderação. Quanto aos medicamentos de rotina, informe sempre ao laboratório o que está tomando.

Toda vez que vou tirar sangue o local pode ficar roxo?

Pode ocorrer em algumas situações como veias finas, delicadas ou com muita pressão; uso de algum medicamento que altere a coagulação sanguínea; falta de compressão no local da punção, também pode causar o chamado braço roxo (hematoma). Isto ocorre porque há um extravasamento de sangue para fora da veia.

Para exame de fezes tem que colher as fezes do dia? É necessário jejum?

Para o exame de fezes mais comum, ou seja, o PROTOPARASITOLÓGICO, não precisa ser fezes do dia. Você pode retirar os frascos com conservante e o material pode ser entregue no laboratório até 20 dias após ser coletado e mantido em temperatura ambiente. Se for Fezes 3 amostras, o procedimento é o mesmo. Não é necessário jejum para este exame, porém existem outros tipos de exames de fezes que precisam de dietas e instruções específicas. Nesses casos, entre em contato com o laboratório para pegar as instruções.

Todos os exames de sangue que precisam de jejum precisam ser feitos pela manhã?

Nem todos. A maioria dos exames de sangue precisa apenas de 4 horas de jejum, podendo ser realizados tanto pela manhã como à tarde.

O café ou chá sem açúcar interrompem o jejum?

Não convém tomar nenhuma dessas bebidas, mesmo sem açúcar, pois ambas contém substâncias como a cafeína que interferem em algumas dosagens bioquímicas.

E bebidas alcoólicas, posso beber?

Não. Bebida alcoólica é proibitiva porque altera o metabolismo dos açucares como a glicose, interferindo assim nos resultados dos exames. O colesterol também é um exame que pode ser alterado, embora em menor proporção.

Mesmo fazendo jejum de 12 a 14 horas, a alimentação pode interferir nos resultados?

Sim, principalmente no caso dos triglicérides. Se uma pessoa que tem altos níveis de triglicérides, optar por uma dieta rígida na véspera do exame terá resultados falsamente baixos. Já uma pessoa com triglicérides normal, se fizer uma refeição com muita gordura como feijoada, churrasco, etc, poderá apresentar resultados falsamente altos. Por isso é importante manter a dieta habitual pelo menos 15 dias antes de fazer o exame.

Posso fumar antes de fazer exames laboratoriais?

Alguns testes podem ter seus valores de normalidade alterados pelo fumo. A dosagem de glicose é um deles.

Pode ser feito exames de sangue estando gripado ou com febre?

Pode sim. Tem exames inclusive, que são solicitados justamente para investigar se há alguma infecção causando a febre. Porém, em alguns casos a doença responsável pela febre pode interferir em resultados destinados a pesquisar doenças imunológicas. Sendo assim, por segurança, consulte seu médico ou o laboratório antes de realizar a coleta do exame.

Remédios interferem nos resultados dos exames?

Medicamentos como antibióticos e anti-inflamatórios causam alteração em testes como os de coagulação no sangue, normalmente solicitados como pré-operatórios. Portanto, se estiver tomando alguma medicação, avise a atendente do laboratório antes de coletar o exame. Se algum deles causar interferência, será necessário conversar com seu médico para saber se é possível suspende-lo temporariamente. Caso não seja, deverá ser levado em conta no momento de interpretar os resultados.

Fazer ginástica ou caminhada pode alterar o exame?

Exercícios físicos consomem calorias, e a primeira a ser reduzida é a glicose. Além disto, durante a prática dos exercícios físicos, é gerado um grande número de metabólicos proveniente dos músculos, como o ácido lático e a creatina fosfoquinase (CPK), que terão seus resultados alterados. Se você for um desportista regular, informe ao laboratório antes de realizar os exames de sangue.

Urina só pode ser colhida no laboratório?

Depende do exame. A Urocultura, o ideal é que seja colhida no laboratório para seguir os padrões de assepsia que o exame exige. Se não for possível o paciente vir até o laboratório, deve pegar as instruções de coleta que estão disponíveis no site ou no próprio laboratório, ou ainda por telefone. Quanto ao exame de Urina I, que é mais simples, pode ser coletada em casa e levada ao laboratório no máximo em 2 horas. Mesmo assim deve ser feito uma higiene antes da coleta. As instruções também podem ser vistas no site ou pegar por telefone. Para coleta de criança que precisa de coletor infantil (saquinho), estas devem ser coletadas somente no laboratório.

Só pode ser a primeira urina da manhã?

Não. A urina pode ser coletada a qualquer hora do dia, desde que permaneça no mínimo 2 horas sem urinar para ter o volume e concentração necessários para um bom resultado da análise. Se for coletar em casa, não se esquecer dos cuidados com a higiene e que o frasco tem que ser apropriado para cada tipo de exame.

Quais exames precisam de abstinência sexual?

Espermograma e PSA são exames que precisam de abstinência sexual. No caso das mulheres, recomenda-se não manter relação sexual na noite que antecede a coleta de secreção vaginal, Papanicolaou ou coleta de Urina.

Durante o período menstrual posso fazer exames?

Pode. Mas é importante informar o laboratório sobre esta condição. O exame de urina, por exemplo, sofre alterações durante o período menstrual apresentando grande quantidade de hemácias e aumento da proteína urinária, podendo levar o médico a interpretações falsas do exame. No caso de urgência, o médico solicitante deverá estar ciente e o laboratório deverá ser informado. As dosagens hormonais também sofrem alterações normais no período menstrual, que serão interpretadas por especialista clínico geral, endocrinologista ou ginecologista.

Após exame de imagem com contraste, posso fazer exames de sangue?

Somente após 72 horas depois de realizado o exame de imagem. Geralmente o contraste interfere nas análises.

Alerta para a população masculina

Alerta para a população masculina

Um levantamento realizado pelo HCor (Hospital do Coração) com 1.252 pacientes na faixa etária de 30 a 55 anos, mostrou que 43% dos homens estão com colesterol LDL elevado (maior ou igual a 130 mg/dL, enquanto o recomendado é não ultrapassar a 100 mg/dL). Já entre as mulheres, 30,4% apresentaram colesterol maior ou igual a 130 mg/dL.

No Brasil, estatísticas oficiais indicam que a doença atinge de 12% a 15% da população (aproximadamente 22 milhões de pessoas). O número aumenta para 20% no mundo todo.

O controle do colesterol é fundamental para evitar o risco de desenvolver doenças coronárias. Elas ocorrem quando há a obstrução dos vasos sanguíneos pelo acúmulo de gordura depositado nas artérias -- responsáveis por levar oxigênio ao coração através do sangue. Além do colesterol elevado, há outros fatores de risco para doenças do coração como hipertensão, diabetes, fumo e pré-disposição genética.

Os níveis de colesterol aumentam quando ingerimos gorduras saturadas (como carnes gordurosas, pele de frango, leite e derivados de leite integrais), presentes também em alguns alimentos de origem vegetal (azeite de dendê, gordura de côco), além de gordura trans.

A vilã é formada no processo de hidrogenação industrial, que transforma óleos vegetais líquidos em gordura sólida. "Suas principais fontes são os alimentos industrializados que utilizam gordura vegetal hidrogenada, como sorvetes, bolachas e biscoitos recheados. Grande parte dos alimentos que utilizavam gorduras hidrogenadas reduziram a quantidade na formulação e temos a opção desses mesmos produtos sem gordura trans por porção", explica a nutricionista do HCor, Camila Gracia.

Em contrapartida, as gorduras polinsaturadas presentes em óleos como soja, girassol e peixes como a sardinha, atum e salmão não aumentam o colesterol - da mesma forma que os alimentos ricos em gorduras monoinsaturadas como azeite, abacate e frutas oleaginosas (nozes e castanhas).

Os fitoesteróis, extratos que contribuem com a redução do colesterol por diminuir sua absorção no intestino, estão presentes em pequenas quantidades em nozes, óleos vegetais, sementes, grãos, frutas e vegetais. O consumo de 1,6g a 2,0g do composto por dia pode reduzir até 10% do colesterol.

Essa recomendação significaria ingerir 340 tomates ou 168 cenouras ou 120 maçãs ou 56 fatias de pão integral. Por isso, além de incluir estes alimentos na dieta, opte por óleos, iogurtes, cremes, maioneses etc. enriquecidos com essa substância.

"Na medida em que o colesterol se deposita nas paredes das artérias, diminui o espaço para a passagem do sangue e, com o tempo, algumas delas podem ficar totalmente obstruídas. Com isso, ocorre, por exemplo, o infarto agudo do miocárdio ou a isquemia cerebral, conhecida como derrame. Para não chegar a esse ponto, o indivíduo deve procurar a orientação médica precocemente, pois a elevação do colesterol não costuma provocar desconforto até que a situação esteja bastante grave", explica o cardiologista e supervisor do Clinic Check-up HCor, Dr. César Jardim.

Segundo o cardiologista, o ideal é começar a controlar o colesterol a partir dos 20 anos e repetir o exame a cada cinco anos se os resultados estiverem normais. "Quem tem parentes de primeiro grau com colesterol alto, sobretudo o pai ou a mãe, deve verificar seus níveis mais precocemente e, em algumas situações, até mesmo na infância. É fundamental fazer exercícios físicos regulares e ter uma alimentação saudável", esclarece Dr. César Jardim.

O sedentarismo também é um fator que favorece a elevação do colesterol LDL, o ruim. E ele não está atrelado apenas a pessoas obesas, magros sedentários costumam ter colesterol mais elevado do que os mais gordinhos ativos.

O que é?

O colesterol é uma molécula similar à gordura que age na composição da membrana que envolve as células, é essencial para a fabricação de hormônios e na composição da vitamina D, necessária para os ossos e para o crescimento. Obtido nos alimentos de origem animal ou produzido pelo fígado, ele circula por todo o corpo, mas não é solúvel no sangue.

Colesterol ruim X bom

Enquanto o ruim se deposita nas artérias formando placas que podem endurecê-las e entupi-las, e o processo pode gerar problemas cardiovasculares, o bom contribui para a prevenção de doenças no sistema e transporta a gordura para o fígado, que é eliminada nas fezes e na bile.

Cigarros de aroma e sabores variados. Não se iluda, o vilão continua o mesmo: a nicotina

Cigarros de aroma e sabores variados. Não se iluda, o vilão continua o mesmo: a nicotina


Com sabores e aroma variados de chocolate, menta, cereja, canela, entre outros, os aditivos em cigarros parecem inofensivos, mas não é bem assim. De acordo com o Inca (Instituto Nacional do Câncer), o consumo de cigarros aromatizados entre adolescentes de 13 a 15 anos, e adultos e jovens, de 17 a 35 anos, no país, chega a 44%. A pesquisa foi realizada entre 2002 e 2005. "Os aditivos em cigarros" é o foco do "Dia Nacional de Combate ao Fumo" deste ano.

A adolescente J.G.H, de 19 anos, que não quis se identificar, afirma que prefere os cigarros com aditivos. "comecei a fumar no ano passado. Estava em viagem com amigos e eles estavam bebendo e fumando, resolvi experimentar. Hoje, fumo somente em festas e ocasiões especiais. Prefiro cigarros com sabor porque acho o gosto do tradicional desagradável".

A pneumologista Maria das Graças Rodrigues, presidente da Comissão de Controle de Tabagismo, Alcoolismo e outras Drogas da Associação Médica de Minas Gerais e Coordenadora do Programa de Controle do Tabagismo da Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte, diz que "a colocação de sabores nos cigarros serve para que os jovens não desistam de experimentar por causa do gosto ruim e do mal-estar das primeiras tragadas".

Os aditivos liberam maior quantidade de nicotina livre, ou seja, são rapidamente absorvidos pelo organismo e causam maior impacto nos centros nervosos cerebrais.


Ela acrescenta que, a cada duas pessoas que experimentam o tabaco, uma fica dependente. Estudos mostram que cerca de 90% das pessoas ficam dependentes antes dos 20 anos, e 50% das pessoas que experimentam fazem disso um hábito.

De acordo com o Ministério da Saúde, o tabagismo provoca mais de 50 doenças, sendo responsável por 85% das mortes por doença pulmonar obstrutiva crônica (enfisema e bronquite crônica), 25% das mortes por doenças coronarianas, 30% das mortes por câncer e 25% das mortes por acidente vascular cerebral (derrame).

O número de fumantes tem diminuído no Brasil, de acordo com pesquisa da Vigitel (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico) do Ministério da Saúde. De 2006 a 2009, o percentual de fumantes adultos era de 16, 2%. Em 2010, esse número caiu para 15%. Mesmo com esse avanço, a situação é preocupante. De acordo com estimativa da OMS (Organização Mundial de Saúde), um terço da população mundial adulta, aproximadamente 1,2 bilhão de pessoas são fumantes. De acordo com a OMS, cerca de 6 milhões de pessoas morrem anualmente devido à exposição à fumaça do tabaco. Já no Brasil, o Inca estima que 200 mil pessoas morram por ano em decorrência do cigarro. O tabagismo passivo, por sua vez, mata no mesmo período 600 mil pessoas no mundo, dessas 2.665 somente no Brasil, sendo que mais de 25% das vítimas são crianças.  Difícil, mas possível

O biomédico Pedro Prates, de 23 anos, trocou o cigarro pelo esporte. "fumei durante sete anos uma média de dez cigarros por dia. A decisão veio porque pratico futebol e o rendimento estava caindo. Nas primeiras semanas foi difícil, mas consegui. Muita coisa melhorou na minha vida, como a resistência física e o hálito" afirma, com satisfação.

Já o fotógrafo Renato Reis Mota, de 42 anos, se sentia incomodado de não poder fumar em lugares fechados. Esse foi o empurrão que faltava para ele largar o vício. "fumei durante 26 anos mais de um maço por dia. Parei um período, mas voltei. Em janeiro do ano passado, parei em definitivo por força de vontade. Tudo melhora, respiração e o paladar, principalmente". Renato convive com várias pessoas que fumam e, mesmo assim, ele diz que a vontade de fumar passou "eu só não posso mais é dar o primeiro trago".


O dramaturgo Wesley Machiori, de 36 anos, levou a iniciativa de parar de fumar para a rede social. Está mobilizando inúmeros amigos "parei de fumar há 15 dias, com uma média de 40 cigarros por dia". O incentivo veio depois que a sua mãe parou de fumar "no segundo dia, já senti melhor. Coloquei no Facebook, pedindo para as pessoas me ajudarem. É uma reação em cadeia, um para e todo mundo para. Assim como o cigarro contamina, a iniciativa de parar também".

Medicamento para tratar o diabetes é contraindicado para emagrecer

Medicamento para tratar o diabetes é contraindicado para emagrecer

A "poção" da vez atende pelo nome de liraglutida (cujo nome comercial é Victoza), um medicamento para o tratamento do diabetes tipo 2, que virou objeto de desejo para quem sonha perder quatro, seis, oito, 10 quilos sem fazer força.

Vale esclarecer que a droga usada para o tratamento do diabetes tipo 2 é eficiente. Funciona assim: no paciente diabético, a insulina produzida pelas células do pâncreas não é suficiente ou não age de modo adequado no organismo, provocando o aumento da quantidade de açúcar no sangue.


O remédio, além de auxiliar o controle glicêmico, proporciona outros benefícios combinados como perda de peso, redução na pressão arterial sistólica e melhora da função das células beta, responsáveis por sintetizar e secretar a insulina.


A liraglutida promove a perda de peso (média de 3 kg ao mês) pelo fato de retardar o esvaziamento gástrico e aumentar a sensação de saciedade após as refeições.

"Liraglutida é um análogo de GLP-1, hormônio natural produzido pelo intestino que colabora para o metabolismo normal da glicose como outros hormônios pancreáticos e gastrointestinais como a insulina, o glucagon, a amilina. O medicamento, indicado na bula para pacientes diabéticos do tipo 2, age no pâncreas estimulando a liberação de insulina apenas quando os níveis de açúcar no sangue estão altos", explica Marcelo Freire, diretor médico do laboratório Novo Nordisk, que produz o Victoza.

Aplicada uma vez ao dia, por meio de uma caneta de injeção subcutânea, no horário mais conveniente para o paciente, proporciona comodidade ao paciente diabético, estimulando a adesão ao tratamento.

"O que não pode acontecer é a banalização do uso do medicamento. Não faz sentido prescrever a liraglutida com a finalidade de emagrecimento rápido. Vai contra tudo o que sempre pregamos, que é a manutenção da saúde por meio de atividade física regular e alimentação balanceada", adverte o endocrinologista e médico do esporte Ronaldo Arkader, do Hospital Albert Einstein, de São Paulo.

"Todo tratamento visando perda de peso envolve dieta e exercícios. Trabalhamos a adesão a hábitos saudáveis. Qualquer coisa além disso é acessório. Milagres não existem", reforça o endocrinologista Ricardo Meirelles, presidente da Comissão de Comunicação Social na Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM).

Os especialistas advertem que todo remédio pode apresentar efeitos colaterais, mesmo para pacientes aos quais ele é indicado. Entre as reações que o liraglutida pode provocar, Arkader cita prisão de ventre, hipoglicemia, cefaleia, tontura, infecção do trato aéreo respiratório (rinite, sinusite), infecção do trato urinário, dor nas costas, dor de estômago e inchaço ou vermelhidão no local da injeção.

Para perda de peso com finalidade estética - aqueles dois ou quatro incômodos quilinhos - a liraglutida é contraindicada. Mas há pesquisas em andamento com pacientes obesos (com IMC acima de 30) e não diabéticos.

"Esses estudos multicêntricos já foram citados pelo Lancet e Internacional Journal of Obesity, porém ainda não existe uma autorização para o uso do medicamento para emagrecimento. Ao final desses trabalhos, vamos avaliar os resultados, analisar os ricos e benefícios, e submetê-los às agências regulatórias do mundo todo", diz Freire.

Meu filho tem colesterol elevado. Como ajudar?

Meu filho tem colesterol elevado. Como ajudar?

Para evitar complicações futuras, médicos recomendam que crianças a partir de 10 anos controlem o peso e monitorem o colesterol Foi-se a época em que criança gordinha era sinal de saúde. Já é de conhecimento geral que a obesidade pode atingir os mais novos, elevando os níveis do colesterol - um grave fator de risco para doença aterosclerótica.

O que os pais precisam saber é que crianças e adolescentes mais magros também podem ser suscetíveis a esse mal. Via de regra, para manter o colesterol nos níveis normais, alimentação adequada e o incentivo à prática de atividades físicas são fundamentais e devem fazer parte da rotina dos jovens.Entre as dicas de alimentação, está a escolha por carnes mais magras, evitando alimentos amanteigados, embutidos, doces cremosos, queijos amarelos, peles de aves; a substituição de frituras por assados, molhos calóricos pelas suas versões light, leite e iogurtes integrais por desnatados e a manteiga pela margarina cremosa. Fontes com informações sobre o preparo de alimentos saudáveis não faltam.

Porém, a obesidade e o sedentarismo não são os únicos responsáveis pela dislipidemia – que é o aumento do colesterol e dos triglicerídeos no sangue. Segundo o cardiologista Raul Dias dos Santos Filho, professor livre-docente em Cardiologia da Faculdade de Medicina da USP e diretor da Unidade Clínica de Dislipidemias do Incor (Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da FMUSP), a dislipidemia em jovens, na maioria das vezes, decorre de doenças genéticas, como a hipercolesterolemia familiar heterozigótica (HF) ou a hiperlipidemia familiar combinada (HFC). “A HFC acomete cerca de 1 em cada 20 pacientes jovens infartados. Já a HF, embora afete 1/500 pessoas da população geral, na família acometida pela doença a prevalência é de 1 em cada 2 indivíduos deste núcleo familiar”, informa o especialista.

O perigo está no fato do aumento do colesterol não apresentar sintomas, sendo somente verificado por meio do exame de sangue. Por este motivo, sempre é recomendável que, além de manter o peso em níveis ideais, crianças a partir de 10 anos verifiquem o colesterol para evitar complicações futuras. “Em crianças que possuem histórico de doenças cardíacas precoces na família (geralmente antes dos 55 anos em familiares de primeiro grau) ou colesterol alto, a medição do colesterol deve ser feita logo aos dois anos de idade”, alerta Santos.

Segundo diretrizes da Associação Americana de Cardiologia, meninos com mais de 10 anos e meninas após a menarca portadores de HF devem iniciar tratamento medicamentoso para reduzir o colesterol quando as taxas de LDL (o colesterol ruim) estiverem acima de 190 mg/dL ou 160 mg/dL, se estiverem associadas a outros dois fatores de risco ou a histórico familiar de doença cardiovascular. A meta é reduzir o LDL para 130 mg/dL, sendo que o ideal seria mantê-lo em 110 mg/dL. Dentre as opções existentes para o tratamento medicamentoso no combate ao colesterol está o Lípitor (atorvastatina), a estatina com o maior número de evidências científicas, que comprovam seus efeitos na redução significativa do risco de eventos cardiovasculares e na diminuição em 39% a 60% dos níveis do colesterol ruim (LDL c).

 

28 de abril de 2011

Hipertensão arterial atinge 23,3% dos brasileiros

Hipertensão arterial atinge 23,3% dos brasileiros
Estudo do Ministério da Saúde mostra que a proporção aumenta com a idade, atingindo mais de 50% das pessoas com mais de 55 anos
Pesquisa do Ministério da Saúde mostra que a proporção de brasileiros diagnosticados com hipertensão arterial aumentou nos últimos cinco anos, passando de 21,6%, em 2006, para 23,3%, em 2010. Em relação ao ano passado, no entanto, o levantamento aponta recuo de 1,1 ponto percentual – em 2009, a proporção foi de 24,4%.
Os dados fazem parte da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) e foram divulgados nesta terça-feira (26), Dia Nacional da Prevenção e Controle da Hipertensão Arterial. O Vigitel é realizado anualmente, desde 2006, pelo Ministério da Saúde, em parceria com o Núcleo de Pesquisa em Nutrição e Saúde da Universidade de São Paulo (NUPENS/USP). Em 2010, foram entrevistados 54.339 adultos, nas 26 capitais e no DF.
De acordo com a pesquisa, o diagnóstico de hipertensão é maior em mulheres (25,5%) do que em homens (20,7%). Nos dois sexos, no entanto, o diagnóstico de hipertensão arterial se torna mais comum com a idade, alcançando cerca de 8% dos indivíduos entre os 18 e os 24 anos de idade e mais de 50% na faixa etária de 55 anos ou mais de idade.
O estudo aponta que a associação inversa entre nível de escolaridade e diagnóstico é mais marcada na população feminina: enquanto 34,8% das mulheres com até oito anos de escolaridade referem diagnóstico de hipertensão arterial, a mesma condição é observada em apenas 13,5% das mulheres com doze ou mais anos de escolaridade.
“Existe uma certa estabilidade no número de hipertensos no país, em torno de 25%, considerando a população geral. Mas essa proporção dobra entre as pessoas acima dos 50 anos. Outra questão importante é o acesso à atenção primária, que justifica essa diferença entre homens e mulheres, ou seja, elas buscam mais os serviços de saúde do que eles”, disse o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
CAPITAIS – A variação entre as capitais é de 13,8%, em Palmas, a 29,2%, no Rio de Janeiro. Nos homens, as maiores frequências foram observadas no Distrito Federal (28,8%), Belo Horizonte (25,1%), e Recife (23,6%); e as menores, em Palmas (14,3%), Boa Vista (14,6%) e Manaus (15,3%).
Entre mulheres, os maiores percentuais foram no Rio de Janeiro (33,9%), Porto Alegre (29,5%) e João Pessoa (28,7%); e os menores, em Palmas (13,2%), Belém (17,4%) e Distrito Federal (18,1%).
HIPERTENSÃO – A pessoa é considerada hipertensa quando a pressão arterial é igual ou superior a 14 por 9. A doença é causada pelo aumento na contração das paredes das artérias para fazer o sangue circular pelo corpo. Esse movimento acaba sobrecarregando vários órgãos, como coração, rins e cérebro. Se a hipertensão não for tratada, algumas das complicações são: entupimento de artérias, Acidente Vascular Cerebral (AVC) e infarto.
Percentual de adultos (≥ 18 anos) que referem diagnóstico médico de hipertensão arterial, por sexo, segundo as capitais dos estados brasileiros e Distrito Federal*
Percentual de indivíduos que referem diagnóstico médico de hipertensão arterial no conjunto da população adulta das capitais dos estados brasileiros e Distrito Federal, por sexo, segundo idade e anos de escolaridade*. VIGITEL, 2010.

25 de abril de 2011

II FÓRUM INFLUENZA SBIm-DF

II FÓRUM INFLUENZA SBIm-DF

DATA:30/04/2011 Horário: 9h às 13h

LOCAL: Hospital de Base de Brasília - Auditório 12º andar.

 a inscrição é no local.

17 de abril de 2011

O que é Neuropatia Diabética?

Neuropatia diabética é uma doença nos nervos causada pelo diabetes.
Os sintomas da neuropatia incluem adormecimento e às vezes dor nas mãos, pés, ou pernas. Os danos nos nervos causados pelo diabetes também podem conduzir a problemas com órgãos internos, tais como o trato digestivo, coração, e órgãos sexuais, causando indigestão, diarréia ou constipação, vertigem, infecções na bexiga, e impotência.
Em alguns casos, neuropatias podem causar queimações e também provocar perda de peso. Pode acontecer também depressão.
Enquanto alguns tratamentos são pesquisados, ainda é preciso entender como o diabetes afeta os nervos e achar tratamentos mais eficazes para esta complicações.

12 de abril de 2011

A falta de sintomas acerca da hipertensão significa não possuí-la?


A maioria dos hipertensos não apresenta qualquer sintoma ou sinal referente à hipertensão. Ou seja, a hipertensão é, na maioria das vezes, assintomática. Sintomas como dor de cabeça, dor na nuca, enjoos, tonturas e falta de ar podem estar associados à hipertensão, mas não são específicos da doença. Muitas vezes, os sintomas surgem quando a hipertensão já causou danos ao coração, ao cérebro, aos rins, aos olhos ou outros órgãos. Por isso, é importante tratar a hipertensão, mesmo sem sintomas. O diagnóstico da hipertensão é relativamente simples: basta medir a pressão no consultório médico ou realizar automedidas com equipamentos automáticos calibrados.

É seguro praticar exercícios físicos quando se tem hipertensão? Quais os riscos e como evitá-los?

O exercício físico faz parte do tratamento da hipertensão. Os melhores exercícios são os aeróbios, como caminhadas, corridas, ciclismo ou natação. Mas exercícios resistidos, como a musculação e Pilates, também podem trazer benefícios aos hipertensos. O importante, no caso dos hipertensos e cardiopatas, é ter uma orientação médica individual especializada, baseada em exames específicos e na avaliação clínica. A escolha das modalidades esportivas, do ritmo e da intensidade de treinamento devem ser orientados individualmente. Também, atividades leves como jardinagem, dança ou simplesmente o passear pelo “shopping” podem trazer benefícios, principalmente aos idosos e sedentários. O importante é acumular pelo menos 30 minutos de exercícios ao dia.

10 de abril de 2011

Sete dicas para reduzir chance de diabetes ...

Vida sedentária e obesidade fazem doença se expandir por diversas faixas etárias

O fato de uma pessoa ter casos de diabetes na família não significa que ela desenvolverá a doença, mas é um poderoso fator de risco. Principalmente, quando se relaciona à falta de exercícios físicos. O estilo de vida muito disseminado atualmente, com o consumo de alimentos ricos em gorduras e carboidratos simples (açúcar e farinha branca, por exemplo), também se torna um prato cheio.
Um estudo realizado em 2008 pela Organização Mundial da Saúde aponta que o número de indivíduos que sofrem com diabetes pode mais do que duplicar no país, até 2025. Passaria dos cerca de 7 milhões atuais para uma população superior a 17 milhões. Entre os jovens, a doença cresce 3%, a cada ano, o que também é explicado pelo cultivo de hábitos poucos saudáveis. “Pessoas com histórico familiar e acima do peso têm mais chances de desenvolver diabetes”, diz a médica Zuleika Halpern.
A insulina, produzida pelo pâncreas, carrega a glicose presente na corrente sanguinea até as células. Nos indivíduos com diabetes, a produção é abaixo do suficiente, ou as células não respondem de modo adequado à insulina. Nesses casos, pode ocorrer de a glicose ser eliminada pela urina, sem que o organismo a use. Outra consequência é a glicose permanecer no sangue, aumentando o nível de glicemia do organismo.
No diabetes tipo 1, o sistema de defesa do corpo atua às avessas, atacando as células do pâncreas que cuidam da produção de insulina e reduzindo a quantidade da substância. No tipo 2, a produção de insulina é, muitas vezes, apropriada. Porém, ela acaba não sendo usada do melhor jeito. Isso gera resistência à insulina, a qual, ao longo do tempo, passa a ter sua fabricação comprometida no organismo.
Confira algumas dicas da Sociedade Brasileira de Diabetes, para uma alimentação adequada, que previna a doença:
1. Dê preferência a alimentos ricos em fibras, entre eles frutas e verduras.

2. Evite comer comidas fast food. No cardápio, é importante haver o predomínio de alimentos saudáveis.

3. Faça lanches nos intervalos entre as principais refeições. Isso reduz o apetite nas refeições maiores.

4. Procure privilegiar o consumo de leite e derivados (iogurte, queijos) desnatados ou light. Entre as carnes, prefira as magras. Assim, previne-se o aumento do colesterol, além de controlar o peso.

5. Temperos naturais em primeiro lugar. Os industrializados contêm grande quantidade de sal.

6. Evite frituras.

7. Ainda que a sobremesa seja diet ou light, contente-se com uma porção. O melhor é buscar o equilíbrio. Comer demais não é saudável e oferece calorias em excesso.

28 de março de 2011

A sensibilidade dos pés dos diabéticos

Os pés dos diabéticos são particularmente vulneráveis, sobretudo quan­do se conjugam alterações ao nível dos nervos e dos vasos sanguíneos. Num "pé diabético" mesmo as lesões mais simples podem piorar rapi­damente e causar complicações graves, pelo que é preciso saber iden­tificar as principais fontes de problemas:

Alterações na pele - com o tempo, a pele pode tornar-se muito seca, descamar e gretar;

Calos e calosidades - são mais comuns nos diabéticos e desenvolvem-se muito depressa, podendo ser causados por problemas nos ossos, pela colocação incorrecta do pé no chão e pelo uso de calçado desajustado; devem ser removidos sob pena de engrossarem, gretarem e darem ori­gem a feridas abertas (úlceras);

Úlceras (feridas abertas) - surgem com mais frequência na sola do pé, junto ao dedo grande e por baixo dele; se não tratadas, podem infectar, causar gangrena e levar à necessidade de amputação;

Má circulação - deve-se ao estreitamento e endurecimento dos vasos san­guíneos que servem as pernas e os pés; tal torna mais difícil lutar contra as infecções e as feridas demoram mais a sarar;

Neuropatia - insensibilidade do pé à dor, ao frio e ao calor, o que favore­ce o aparecimento de lesões. O diabético, por falta de sensibilidade à dor, pode ferir-se ou queimar-se e não sentir nada;

Infecções - muito comuns nos diabéticos, manifestam-se através de alte­rações na cor da pele e unhas, na temperatura e no odor dos pés;

Ao menor sinal de feridas, cortes, bolhas, gretas, zonas avermelhadas, inchaço, entre outras situações, deve pedir de imediato conselho ao seu far­macêutico ou ao seu médico.

Se estes problemas não forem detectados e tratados a tempo podem desencadear lesões irreversíveis que, no extremo, podem culminar na amputação do pé.

Quando se é diabético, com os pés todos os cuidados são poucos:

Observe os pés todos os dias - sem esquecer a sola, o calcanhar e a zona entre os dedos, se necessário com a ajuda de um espelho ou de outra pessoa;

Mantenha uma higiene adequada - lave-os diariamente com água morna e sabão, de preferência antes de se deitar; verifique a temperatura da água antes de colocar os pés; seque-os bem com uma toalha macia e sem esfregar, insistindo entre os dedos: a humidade favorece as micoses da pele e das unhas;

Mantenha a pele macia - aplique um creme hidratante para prevenir a pele seca, mas não entre os dedos;

Corte as unhas correctamente - a direito, deixando os cantos livres para evitar que encravem; utilize um alicate próprio, uma tesoura de bicos redondos ou uma lima de cartão; se tiver as unhas rijas e secas, amoleça­ as antes de as cortar;

Cuide dos calos e calosidades - evite que se desenvolvam com a ajuda de um sabonete pedra-pomes e de um creme hidratante; retire-os com uma lima própria depois de amolecidos; não os corte, pois pode provocar lesões na pele e, com elas, originar uma infecção; não use calicidas; e se tiverem uma zona avermelhada à volta, não tente removê-los - vá ao médico;

Use calçado adequado - macio, confortável e adequado ao tamanho do pé; com­pre ao final do dia e, enquanto forem novos, use-os por curtos períodos, de modo a prevenir o aparecimento de bolhas e de outras lesões; antes de se calçar, verifique se não existem no interior objectos que possam magoar os pés; não use sandálias nem ande descalço;

Use meias macias, de algodão e sem costuras e, de preferência, claras; assim é mais fácil detectar a existência de um ferimento;

Aqueça os pés mas com cuidado - com meias de lã, nunca com sacos de água quente, escalfetas ou aquecedores; mantenha os pés longe de larei­ras dado o risco de se queimar e não sentir dor;

Em nome da circulação sanguínea, há outros dois gestos essenciais - prati­car exercício físico e não fumar. Os seus pés agradecem

Cuidados no Diabetes - Entenda o que é o exame de hemoglobina glicosilada ( HbA1c )


A Hemoglobina glicosilada (HbA1c) é um exame freqüentemente solicitado a pacientes com diabetes melito. É uma forma importante de medir a glicose do paciente através do exame de sangue. Ao contrário da glicemia, que mede o nível de glicose no momento da coleta do sangue, a HbA1c mostra o controle do paciente diabético nos últimos três meses.Desta forma, o paciente com dificuldades de adesão à reeducação alimentar, exercícios e medicações exigidas pelo tratamento, mas que muda seus hábitos, perto da época do exame, pode ter uma glicemia de jejum próxima ao normal. No entanto, a HbA1c estará elevada, mostrando que, na verdade, o diabetes daquela pessoa não está controlado.

HbA1c e os valores de referência

Sempre que for dosada A HbA1c, é fundamental saber o valor de referência do método utilizado. Pacientes bem controlados mantêm a HbA1c até 1,0 - 1,5 % acima do limite superior (valor absoluto). Exemplo: se o valor de referência for de 2,6 a 6,2 %, o paciente terá um bom controle se tiver sua HbA1c até 7,2 a 7,7%.

Evitando complicações

As chances do diabetes melito desenvolver complicações crônicas, como insuficiência renal, cegueira e infarto agudo do miocárdio, são diretamente proporcionais aos níveis de HbA1c. Isso significa que quanto mais alto o resultado do exame, maior o risco. Portanto, é fundamental que o diabético mantenha seu controle baseado no exame. Pacientes bem controlados podem fazer dosagens a cada três meses. Nos diabéticos mal controlados esse intervalo deve ser menor.

Cardiologistas russos, descobre o segredo para um coração sadio.

Um grupo de cardiologistas russos de São Petersburgo descobriu o segredo do coração sadio. Como se verifica, tudo é simples: os homens têm de viver uma vida sadia e ser otimistas. Porque as pessoas felizes e não melindrosas são muitas vezes mais resistentes às doenças cárdio-vasculares. A conclusão foi retirada pelos especialistas do Centro Federal do Coração, Sangue e Endocrinologia Almazov.
Segundo as estatísticas da Organização Mundial da Saúde, todo ano, as doenças do sistema cárdio-vascular ceifam quase 18 milhões de vidas humanas. Na Rússia, são responsáveis por 39 por cento de todas as mortes.
Intervenções cirúrgicas e medicamentos são incapazes de reparar a situação de uma forma radical - considera Evgheni Chliakhto, diretor do Centro Almazov, membro correspodente da Academia de Ciências Médicas da Rússia e cardiologista-sênior da Circunscrição Federal Noroeste. Recentemente, realizamos o primeiro transplante bem-sucedido do coração - relata. E continua: Mas, por muito que invistamos em altas tecnologias de transplante do coração, tais doentes serão muitos, caso não se dê atenção às medidas preventivas. Porque será um trabalho muito dispendioso, e jamais poderemos resolver assim o problema. Tais doentes hão de ser menos numerosos. São necessários uns programas profiláticos. Felizmente, tais programas existem no País e na cidade.

12 de março de 2011

OMS: sedentarismo já é o quarto fator que mais mata no mundo

A tendência ao sedentarismo aumenta no mundo e já é responsável pela quarto maior fator de risco de mortalidade global, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). A ausência de uma disciplina de atividades físicas como causa mortis só perde para as doenças relacionadas ao aumento da pressão arterial, ao fumo e à glicemia elevada. Estudos mostram que várias doenças são atribuídas à falta de exercícios físicos regulares.

De acordo com os estudos, o sedentarismo é responsável por pelo menos 21% dos casos de tumores malignos na mama e no cólon, assim como por 27% dos registros de diabetes e 30% das queixas de doenças cardíacas. As pesquisas foram feitas com três grupos distintos: crianças e adolescentes com idade de 5 a 17 anos, jovens e adultos com idade de 18 a 64 anos e homens e mulheres com mais de 65 anos.

Os pesquisadores concluíram que a tendência ao sedentarismo aumenta de forma global tanto nos países de renda elevada, quanto nos emergentes e pobres. Para a OMS, é fundamental alertar as populações sobre os benefícios dos exercícios físicos regulares. O ideal para quem não faz atividades físicas é começar de forma gradual e frequente.

A Organização Mundial da Saúde apelou ainda para que seja feita uma parceria entre os diversos setores e níveis dentro dos governos, da sociedade civil, das organizações não governamentais e do setor privado em favor da promoção e do estímulo das atividades físicas. De acordo com os especialistas, todas essas áreas têm 'papel vital a desempenhar na construção de ambientes saudáveis' para garantia da qualidade de vida das sociedades