28 de abril de 2011

Hipertensão arterial atinge 23,3% dos brasileiros

Hipertensão arterial atinge 23,3% dos brasileiros
Estudo do Ministério da Saúde mostra que a proporção aumenta com a idade, atingindo mais de 50% das pessoas com mais de 55 anos
Pesquisa do Ministério da Saúde mostra que a proporção de brasileiros diagnosticados com hipertensão arterial aumentou nos últimos cinco anos, passando de 21,6%, em 2006, para 23,3%, em 2010. Em relação ao ano passado, no entanto, o levantamento aponta recuo de 1,1 ponto percentual – em 2009, a proporção foi de 24,4%.
Os dados fazem parte da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) e foram divulgados nesta terça-feira (26), Dia Nacional da Prevenção e Controle da Hipertensão Arterial. O Vigitel é realizado anualmente, desde 2006, pelo Ministério da Saúde, em parceria com o Núcleo de Pesquisa em Nutrição e Saúde da Universidade de São Paulo (NUPENS/USP). Em 2010, foram entrevistados 54.339 adultos, nas 26 capitais e no DF.
De acordo com a pesquisa, o diagnóstico de hipertensão é maior em mulheres (25,5%) do que em homens (20,7%). Nos dois sexos, no entanto, o diagnóstico de hipertensão arterial se torna mais comum com a idade, alcançando cerca de 8% dos indivíduos entre os 18 e os 24 anos de idade e mais de 50% na faixa etária de 55 anos ou mais de idade.
O estudo aponta que a associação inversa entre nível de escolaridade e diagnóstico é mais marcada na população feminina: enquanto 34,8% das mulheres com até oito anos de escolaridade referem diagnóstico de hipertensão arterial, a mesma condição é observada em apenas 13,5% das mulheres com doze ou mais anos de escolaridade.
“Existe uma certa estabilidade no número de hipertensos no país, em torno de 25%, considerando a população geral. Mas essa proporção dobra entre as pessoas acima dos 50 anos. Outra questão importante é o acesso à atenção primária, que justifica essa diferença entre homens e mulheres, ou seja, elas buscam mais os serviços de saúde do que eles”, disse o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
CAPITAIS – A variação entre as capitais é de 13,8%, em Palmas, a 29,2%, no Rio de Janeiro. Nos homens, as maiores frequências foram observadas no Distrito Federal (28,8%), Belo Horizonte (25,1%), e Recife (23,6%); e as menores, em Palmas (14,3%), Boa Vista (14,6%) e Manaus (15,3%).
Entre mulheres, os maiores percentuais foram no Rio de Janeiro (33,9%), Porto Alegre (29,5%) e João Pessoa (28,7%); e os menores, em Palmas (13,2%), Belém (17,4%) e Distrito Federal (18,1%).
HIPERTENSÃO – A pessoa é considerada hipertensa quando a pressão arterial é igual ou superior a 14 por 9. A doença é causada pelo aumento na contração das paredes das artérias para fazer o sangue circular pelo corpo. Esse movimento acaba sobrecarregando vários órgãos, como coração, rins e cérebro. Se a hipertensão não for tratada, algumas das complicações são: entupimento de artérias, Acidente Vascular Cerebral (AVC) e infarto.
Percentual de adultos (≥ 18 anos) que referem diagnóstico médico de hipertensão arterial, por sexo, segundo as capitais dos estados brasileiros e Distrito Federal*
Percentual de indivíduos que referem diagnóstico médico de hipertensão arterial no conjunto da população adulta das capitais dos estados brasileiros e Distrito Federal, por sexo, segundo idade e anos de escolaridade*. VIGITEL, 2010.

25 de abril de 2011

II FÓRUM INFLUENZA SBIm-DF

II FÓRUM INFLUENZA SBIm-DF

DATA:30/04/2011 Horário: 9h às 13h

LOCAL: Hospital de Base de Brasília - Auditório 12º andar.

 a inscrição é no local.

17 de abril de 2011

O que é Neuropatia Diabética?

Neuropatia diabética é uma doença nos nervos causada pelo diabetes.
Os sintomas da neuropatia incluem adormecimento e às vezes dor nas mãos, pés, ou pernas. Os danos nos nervos causados pelo diabetes também podem conduzir a problemas com órgãos internos, tais como o trato digestivo, coração, e órgãos sexuais, causando indigestão, diarréia ou constipação, vertigem, infecções na bexiga, e impotência.
Em alguns casos, neuropatias podem causar queimações e também provocar perda de peso. Pode acontecer também depressão.
Enquanto alguns tratamentos são pesquisados, ainda é preciso entender como o diabetes afeta os nervos e achar tratamentos mais eficazes para esta complicações.

12 de abril de 2011

A falta de sintomas acerca da hipertensão significa não possuí-la?


A maioria dos hipertensos não apresenta qualquer sintoma ou sinal referente à hipertensão. Ou seja, a hipertensão é, na maioria das vezes, assintomática. Sintomas como dor de cabeça, dor na nuca, enjoos, tonturas e falta de ar podem estar associados à hipertensão, mas não são específicos da doença. Muitas vezes, os sintomas surgem quando a hipertensão já causou danos ao coração, ao cérebro, aos rins, aos olhos ou outros órgãos. Por isso, é importante tratar a hipertensão, mesmo sem sintomas. O diagnóstico da hipertensão é relativamente simples: basta medir a pressão no consultório médico ou realizar automedidas com equipamentos automáticos calibrados.

É seguro praticar exercícios físicos quando se tem hipertensão? Quais os riscos e como evitá-los?

O exercício físico faz parte do tratamento da hipertensão. Os melhores exercícios são os aeróbios, como caminhadas, corridas, ciclismo ou natação. Mas exercícios resistidos, como a musculação e Pilates, também podem trazer benefícios aos hipertensos. O importante, no caso dos hipertensos e cardiopatas, é ter uma orientação médica individual especializada, baseada em exames específicos e na avaliação clínica. A escolha das modalidades esportivas, do ritmo e da intensidade de treinamento devem ser orientados individualmente. Também, atividades leves como jardinagem, dança ou simplesmente o passear pelo “shopping” podem trazer benefícios, principalmente aos idosos e sedentários. O importante é acumular pelo menos 30 minutos de exercícios ao dia.

10 de abril de 2011

Sete dicas para reduzir chance de diabetes ...

Vida sedentária e obesidade fazem doença se expandir por diversas faixas etárias

O fato de uma pessoa ter casos de diabetes na família não significa que ela desenvolverá a doença, mas é um poderoso fator de risco. Principalmente, quando se relaciona à falta de exercícios físicos. O estilo de vida muito disseminado atualmente, com o consumo de alimentos ricos em gorduras e carboidratos simples (açúcar e farinha branca, por exemplo), também se torna um prato cheio.
Um estudo realizado em 2008 pela Organização Mundial da Saúde aponta que o número de indivíduos que sofrem com diabetes pode mais do que duplicar no país, até 2025. Passaria dos cerca de 7 milhões atuais para uma população superior a 17 milhões. Entre os jovens, a doença cresce 3%, a cada ano, o que também é explicado pelo cultivo de hábitos poucos saudáveis. “Pessoas com histórico familiar e acima do peso têm mais chances de desenvolver diabetes”, diz a médica Zuleika Halpern.
A insulina, produzida pelo pâncreas, carrega a glicose presente na corrente sanguinea até as células. Nos indivíduos com diabetes, a produção é abaixo do suficiente, ou as células não respondem de modo adequado à insulina. Nesses casos, pode ocorrer de a glicose ser eliminada pela urina, sem que o organismo a use. Outra consequência é a glicose permanecer no sangue, aumentando o nível de glicemia do organismo.
No diabetes tipo 1, o sistema de defesa do corpo atua às avessas, atacando as células do pâncreas que cuidam da produção de insulina e reduzindo a quantidade da substância. No tipo 2, a produção de insulina é, muitas vezes, apropriada. Porém, ela acaba não sendo usada do melhor jeito. Isso gera resistência à insulina, a qual, ao longo do tempo, passa a ter sua fabricação comprometida no organismo.
Confira algumas dicas da Sociedade Brasileira de Diabetes, para uma alimentação adequada, que previna a doença:
1. Dê preferência a alimentos ricos em fibras, entre eles frutas e verduras.

2. Evite comer comidas fast food. No cardápio, é importante haver o predomínio de alimentos saudáveis.

3. Faça lanches nos intervalos entre as principais refeições. Isso reduz o apetite nas refeições maiores.

4. Procure privilegiar o consumo de leite e derivados (iogurte, queijos) desnatados ou light. Entre as carnes, prefira as magras. Assim, previne-se o aumento do colesterol, além de controlar o peso.

5. Temperos naturais em primeiro lugar. Os industrializados contêm grande quantidade de sal.

6. Evite frituras.

7. Ainda que a sobremesa seja diet ou light, contente-se com uma porção. O melhor é buscar o equilíbrio. Comer demais não é saudável e oferece calorias em excesso.

28 de março de 2011

A sensibilidade dos pés dos diabéticos

Os pés dos diabéticos são particularmente vulneráveis, sobretudo quan­do se conjugam alterações ao nível dos nervos e dos vasos sanguíneos. Num "pé diabético" mesmo as lesões mais simples podem piorar rapi­damente e causar complicações graves, pelo que é preciso saber iden­tificar as principais fontes de problemas:

Alterações na pele - com o tempo, a pele pode tornar-se muito seca, descamar e gretar;

Calos e calosidades - são mais comuns nos diabéticos e desenvolvem-se muito depressa, podendo ser causados por problemas nos ossos, pela colocação incorrecta do pé no chão e pelo uso de calçado desajustado; devem ser removidos sob pena de engrossarem, gretarem e darem ori­gem a feridas abertas (úlceras);

Úlceras (feridas abertas) - surgem com mais frequência na sola do pé, junto ao dedo grande e por baixo dele; se não tratadas, podem infectar, causar gangrena e levar à necessidade de amputação;

Má circulação - deve-se ao estreitamento e endurecimento dos vasos san­guíneos que servem as pernas e os pés; tal torna mais difícil lutar contra as infecções e as feridas demoram mais a sarar;

Neuropatia - insensibilidade do pé à dor, ao frio e ao calor, o que favore­ce o aparecimento de lesões. O diabético, por falta de sensibilidade à dor, pode ferir-se ou queimar-se e não sentir nada;

Infecções - muito comuns nos diabéticos, manifestam-se através de alte­rações na cor da pele e unhas, na temperatura e no odor dos pés;

Ao menor sinal de feridas, cortes, bolhas, gretas, zonas avermelhadas, inchaço, entre outras situações, deve pedir de imediato conselho ao seu far­macêutico ou ao seu médico.

Se estes problemas não forem detectados e tratados a tempo podem desencadear lesões irreversíveis que, no extremo, podem culminar na amputação do pé.

Quando se é diabético, com os pés todos os cuidados são poucos:

Observe os pés todos os dias - sem esquecer a sola, o calcanhar e a zona entre os dedos, se necessário com a ajuda de um espelho ou de outra pessoa;

Mantenha uma higiene adequada - lave-os diariamente com água morna e sabão, de preferência antes de se deitar; verifique a temperatura da água antes de colocar os pés; seque-os bem com uma toalha macia e sem esfregar, insistindo entre os dedos: a humidade favorece as micoses da pele e das unhas;

Mantenha a pele macia - aplique um creme hidratante para prevenir a pele seca, mas não entre os dedos;

Corte as unhas correctamente - a direito, deixando os cantos livres para evitar que encravem; utilize um alicate próprio, uma tesoura de bicos redondos ou uma lima de cartão; se tiver as unhas rijas e secas, amoleça­ as antes de as cortar;

Cuide dos calos e calosidades - evite que se desenvolvam com a ajuda de um sabonete pedra-pomes e de um creme hidratante; retire-os com uma lima própria depois de amolecidos; não os corte, pois pode provocar lesões na pele e, com elas, originar uma infecção; não use calicidas; e se tiverem uma zona avermelhada à volta, não tente removê-los - vá ao médico;

Use calçado adequado - macio, confortável e adequado ao tamanho do pé; com­pre ao final do dia e, enquanto forem novos, use-os por curtos períodos, de modo a prevenir o aparecimento de bolhas e de outras lesões; antes de se calçar, verifique se não existem no interior objectos que possam magoar os pés; não use sandálias nem ande descalço;

Use meias macias, de algodão e sem costuras e, de preferência, claras; assim é mais fácil detectar a existência de um ferimento;

Aqueça os pés mas com cuidado - com meias de lã, nunca com sacos de água quente, escalfetas ou aquecedores; mantenha os pés longe de larei­ras dado o risco de se queimar e não sentir dor;

Em nome da circulação sanguínea, há outros dois gestos essenciais - prati­car exercício físico e não fumar. Os seus pés agradecem

Cuidados no Diabetes - Entenda o que é o exame de hemoglobina glicosilada ( HbA1c )


A Hemoglobina glicosilada (HbA1c) é um exame freqüentemente solicitado a pacientes com diabetes melito. É uma forma importante de medir a glicose do paciente através do exame de sangue. Ao contrário da glicemia, que mede o nível de glicose no momento da coleta do sangue, a HbA1c mostra o controle do paciente diabético nos últimos três meses.Desta forma, o paciente com dificuldades de adesão à reeducação alimentar, exercícios e medicações exigidas pelo tratamento, mas que muda seus hábitos, perto da época do exame, pode ter uma glicemia de jejum próxima ao normal. No entanto, a HbA1c estará elevada, mostrando que, na verdade, o diabetes daquela pessoa não está controlado.

HbA1c e os valores de referência

Sempre que for dosada A HbA1c, é fundamental saber o valor de referência do método utilizado. Pacientes bem controlados mantêm a HbA1c até 1,0 - 1,5 % acima do limite superior (valor absoluto). Exemplo: se o valor de referência for de 2,6 a 6,2 %, o paciente terá um bom controle se tiver sua HbA1c até 7,2 a 7,7%.

Evitando complicações

As chances do diabetes melito desenvolver complicações crônicas, como insuficiência renal, cegueira e infarto agudo do miocárdio, são diretamente proporcionais aos níveis de HbA1c. Isso significa que quanto mais alto o resultado do exame, maior o risco. Portanto, é fundamental que o diabético mantenha seu controle baseado no exame. Pacientes bem controlados podem fazer dosagens a cada três meses. Nos diabéticos mal controlados esse intervalo deve ser menor.

Cardiologistas russos, descobre o segredo para um coração sadio.

Um grupo de cardiologistas russos de São Petersburgo descobriu o segredo do coração sadio. Como se verifica, tudo é simples: os homens têm de viver uma vida sadia e ser otimistas. Porque as pessoas felizes e não melindrosas são muitas vezes mais resistentes às doenças cárdio-vasculares. A conclusão foi retirada pelos especialistas do Centro Federal do Coração, Sangue e Endocrinologia Almazov.
Segundo as estatísticas da Organização Mundial da Saúde, todo ano, as doenças do sistema cárdio-vascular ceifam quase 18 milhões de vidas humanas. Na Rússia, são responsáveis por 39 por cento de todas as mortes.
Intervenções cirúrgicas e medicamentos são incapazes de reparar a situação de uma forma radical - considera Evgheni Chliakhto, diretor do Centro Almazov, membro correspodente da Academia de Ciências Médicas da Rússia e cardiologista-sênior da Circunscrição Federal Noroeste. Recentemente, realizamos o primeiro transplante bem-sucedido do coração - relata. E continua: Mas, por muito que invistamos em altas tecnologias de transplante do coração, tais doentes serão muitos, caso não se dê atenção às medidas preventivas. Porque será um trabalho muito dispendioso, e jamais poderemos resolver assim o problema. Tais doentes hão de ser menos numerosos. São necessários uns programas profiláticos. Felizmente, tais programas existem no País e na cidade.

12 de março de 2011

OMS: sedentarismo já é o quarto fator que mais mata no mundo

A tendência ao sedentarismo aumenta no mundo e já é responsável pela quarto maior fator de risco de mortalidade global, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). A ausência de uma disciplina de atividades físicas como causa mortis só perde para as doenças relacionadas ao aumento da pressão arterial, ao fumo e à glicemia elevada. Estudos mostram que várias doenças são atribuídas à falta de exercícios físicos regulares.

De acordo com os estudos, o sedentarismo é responsável por pelo menos 21% dos casos de tumores malignos na mama e no cólon, assim como por 27% dos registros de diabetes e 30% das queixas de doenças cardíacas. As pesquisas foram feitas com três grupos distintos: crianças e adolescentes com idade de 5 a 17 anos, jovens e adultos com idade de 18 a 64 anos e homens e mulheres com mais de 65 anos.

Os pesquisadores concluíram que a tendência ao sedentarismo aumenta de forma global tanto nos países de renda elevada, quanto nos emergentes e pobres. Para a OMS, é fundamental alertar as populações sobre os benefícios dos exercícios físicos regulares. O ideal para quem não faz atividades físicas é começar de forma gradual e frequente.

A Organização Mundial da Saúde apelou ainda para que seja feita uma parceria entre os diversos setores e níveis dentro dos governos, da sociedade civil, das organizações não governamentais e do setor privado em favor da promoção e do estímulo das atividades físicas. De acordo com os especialistas, todas essas áreas têm 'papel vital a desempenhar na construção de ambientes saudáveis' para garantia da qualidade de vida das sociedades


24 de fevereiro de 2011

Você sabe o que é hipertensã​o? Quais seus sintomas? Como prevenir? Fique de olho:

Para entender o que é a pressão arterial, precisamos conhecer um pouco do funcionamento do coração e do nosso sistema circulatório. O coração humano é um órgão musculoso que bombeia o sangue através de um intrincado sistema de vasos sanguíneos.
Existem três tipos principais de vasos sanguíneos: as artérias, as veias e os capilares. As artérias são vasos elásticos e com uma camada de tecido muscular bem desenvolvida. Elas conduzem o sangue do coração para o restante do corpo. As veias também são vasos elásticos, porém apresentam uma camada de tecido muscular menor. Elas conduzem o sangue de volta ao coração. Os capilares não possuem tecido muscular e são extremamente finos. Eles ligam os demais vasos aos tecidos.
Em média, o coração humano bate 70 vezes por minuto, bombeando aproximadamente 5 litros de sangue a cada minuto. Este número depende de vários fatores, como, por exemplo, condicionamento físico, idade, estado emocional e atividade que estamos realizando. O movimento de contração do coração é chamado de sístole, o seu relaxamento, de diástole.

Pressão arterial

O sangue que corre pelo sistema vascular, impulsionado pelos movimentos de sístole e diástole do coração, exerce pressão contra as paredes dos vasos sanguíneos. A pressão exercida na parede das artérias é chamada de pressão arterial. Devido a sua parede elástica e altamente muscular, as artérias são capazes de controlar a pressão do sangue circulante.
O sangue que deixa o coração durante a sístole dos ventrículos e penetra na artéria aorta ou pulmonar encontra-se sob grande pressão. Ao receber o sangue, as paredes das artérias se relaxam. Isso aumenta o diâmetro do vaso e diminui sua pressão interna, permitindo que o sangue flua livremente. Ao contrário, quando ocorre a diástole, as paredes arteriais se contraem, diminuindo de volume e impulsionando o sangue.
A pressão arterial é controlada por impulsos nervosos e pela ação hormonal. A adrenalina, por exemplo, provoca a vasoconstrição e, consequentemente, o aumento da pressão arterial.
Desta forma, durante a sístole a pressão arterial é máxima - e durante a diástole, mínima. A medida da pressão arterial é realizada em milímetros de mercúrio (mmHg), sendo que os valores considerados normais são de 120 mmHg para a pressão máxima (ou sistólica) e 80 mmHg para a pressão mínima (ou diastólica).

Hipertensão

Quando a pressão arterial ultrapassa os limites considerados normais, as paredes das artérias começam a ser forçadas. A elevação anormal da pressão arterial é chamada de hipertensão ou simplesmente "pressão alta". Segundo a Sociedade Brasileira de Hipertensão, quando a pressão atinge níveis iguais ou superiores a 140/90 mmHg o indivíduo é considerado hipertenso.
A hipertensão aumenta o esforço realizado pelo coração e danifica as paredes arteriais. Ela aumenta o risco de doenças cardíacas, problemas renais, derrames e de se desenvolver arterosclerose.
A elevação da pressão arterial pode ser momentânea e ocorrer devido a causas naturais, como, por exemplo, após a prática de exercícios físicos ou em condições de estresse. Ou pode se manter em níveis constantemente altos devido a alguma disfunção do organismo, caracterizando a hipertensão.
No entanto, a origem da pressão alta nem sempre é detectada, e o indivíduo hipertenso pode não manifestar sintomas por muito tempo. Em casos nos quais a origem da hipertensão é desconhecida, o problema é chamado de hipertensão primária. Quando os motivos da pressão alta são conhecidos, fala-se em hipertensão secundária.

Possíveis causas

Hipertensão e diabetes, uma associação frequente

HIPERTENSÃO E DIABETES

Hipertensão e diabetes, uma associação frequente
Quem não tem entre os seus familiares pelo menos um caso de diabetes que também necessite tomar medicação para pressão alta? Os dados estatísticos refletem as tendências que o nosso senso de observação já vem registrando como experiência do cotidiano. Estima-se que 2 em cada 3 diabéticos tenham pressão alta. Sabemos que a hipertensão aumenta o risco de ataque cardíaco, derrame, problemas visuais e doença dos rins. No diabético, esse risco aumenta ainda mais. Portanto, checar a pressão sanguínea regularmente e cuidar para que suas medidas estejam dentro das metas de proteção pode prevenir ou retardar o aparecimento de complicações nos vasos do diabético.
A medida da pressão arterial resulta em dois números: o maior, conhecido como pressão “máxima”, que é a pressão produzida pelos batimentos do coração impulsionando o sangue para os vasos, e o menor, ou “mínima”, que é a pressão nas artérias quando esses vasos relaxam entre cada batimento cardíaco. Hipertensão é um problema de saúde que só melhora com tratamento contínuo e atencioso. Devido ao risco cardiovascular, no diabético, a pressão sanguínea tem que estar abaixo de 13 por 8. Como na imensa maioria dos casos a pressão alta não traz sintomas, é importante que o diabético tenha a medida de pressão frequentemente checada.
O tratamento inclui mudanças no estilo de vida e medicamentos. Como cada indivíduo tem suas próprias características, é importante que pacientes e médicos possam juntos buscar a melhor maneira de tratamento. Alimentação mais saudável, incluindo frutas e vegetais menos calóricos, laticínios com baixo teor de gordura, carnes magras, muito pouco sal e evitar frituras ajudarão no controle tanto da pressão quanto do diabetes. Controlar o peso e fazer atividades físicas também são recomendáveis. Quanto aos medicamentos, sugerimos ao leitor que procure o seu médico assistente, pois são várias as possibilidades terapêuticas adequadas e eficazes.

Quais os benefícios do exercício físico para pacientes hipertensos?

BENEFÍCIOS DO EXERCÍCIO FÍSICO EM PACIENTES HIPERTENSOS

Quais os benefícios do exercício físico para pacientes hipertensos?
A pressão alta se apresenta no Brasil como um problema de saúde pública, constituindo-se em alvo de preocupação por parte de todos os profissionais da saúde e do governo (presidente, governadores e prefeitos). No País, as doenças cardiovasculares são as que mais matam em relação às outras enfermidades. Na maioria dos casos, a hipertensão arterial funciona como um gatilho ou complicador para elas.

Atualmente, estão muito bem documentados na literatura científica em todo o mundo os benefícios que os exercícios físicos proporcionam para as pessoas atingidas pela Hipertensão Arterial ou pressão alta.

A Hipertensão Arterial pode ser ocasionada por diversas formas, sendo elas genéticas ou alterações renais, metabólicas, hormonais e outras.

Dentre os benefícios que o exercício proporciona ao paciente hipertenso para diminuir a pressão arterial, podemos citar:

Melhora a efetividade da circulação do sangue em todo o corpo;

Reduz os batimentos cardíacos;

Diminui a ansiedade e depressão;

Facilita a eliminação do sódio pelos rins;

Reduz o peso;

Contribui na diminuição do consumo e até mesmo abandono do cigarro e do álcool;

Aumenta a força dos músculos em todo o corpo, proporcionando maior disposição para atividades de vida diária;

Aumenta o HDL colesterol (colesterol bom);

Favorece maior relaxamento dos vasos arteriais e no restante dos músculos do corpo;

Melhora a oxigenação nos tecidos do nosso corpo;

Melhora o efeito do remédio anti-hipertensivo no seu organismo.

Podemos observar, de acordo com os itens citados acima, que o exercício físico oferece uma excelente qualidade de vida para as pessoas e reduz a pressão arterial, mas deve ser encarado com seriedade. Para que o exercício físico tenha efetividade é necessário que seja realizado com intensidade moderada, 5 vezes na semana, durante 30 minutos por dia. Vale lembrar que todo exercício físico deve conter INTENSIDADE, DURAÇÃO E FREQUÊNCIA. Ao realizá-los, procurar utilizar roupas leves e tênis confortável.

16 de fevereiro de 2011

Deputada Celina propõe criação de Centro de Excelencia em Diabetes e Sindrome Metabolica do DF

A deputada Celina Leão (PMN) propôs hoje (16) durante a sessão ordinária da Câmara Legislativa a criação de um centro de excelência para tratamento da diabetes. Ela protocolou na Casa uma indicação sugerindo ao Poder Executivo a criação da nova unidade de saúde.
Celina justificou sua iniciativa apontando a doença como um dos problemas mais graves na área de saúde. “Os dados são alarmantes, cerca de 10% da população é diabética, e esta doença deve ser tratada também de forma preventiva, já que é uma doença crônica”, lembrou a parlamentar.
A deputada informou ainda que a proposta foi construída com o apoio do Grupo SOMOS12 por8, especializada no tema. “O DF já é referência no tratamento da diabetes e a criação de um centro de excelência fará com que a capital seja um exemplo, um modelo até para outros Estados”, completou Celina

14 de fevereiro de 2011

10 Coisas que Você Precisa Saber sobre Hipotireoidismo

O hipotireoidismo é uma disfunção na tireoide (glândula que regula importantes órgãos do organismo), que se caracteriza pela queda na produção dos hormônios T3 (triiodotironina) e T4 (tiroxina). É mais comum em mulheres, mas pode acometer qualquer pessoa, independente de gênero ou idade, até mesmo recém-nascidos - o chamado hipotireoidismo congênito. Confira, abaixo, as 10 coisas que você precisa saber sobre hipotireoidismo:

1. Em recém-nascidos, o hipotireoidismo pode ser diagnosticado através da triagem neonatal, pelo "Teste do Pezinho".

2. O Teste do Pezinho deve ser feito, preferencialmente, entre o terceiro e o sétimo dia de vida do bebê. Em caso de resposta positiva ao hipotireoidismo congênito, o tratamento precisa ser iniciado imediatamente, sob rigoroso controle médico, para evitar suas consequências, entre elas o retardo mental. Assim, o bebê poderá ficar curado e ter uma vida normal.

3. Cerca de um a cada 4 mil recém-nascidos possuem hipotireoidismo congênito.

4. Em adultos, na maioria das vezes, o hipotireoidismo é causado por uma inflamação denominada Tireoidite de Hashimoto.

5. O tratamento do hipotireoidismo é feito com o uso diário de levotiroxina, na quantidade prescrita pelo médico. E os comprimidos são em microgramas, variando de 25 a 200, e não em miligramas como a maioria dos medicamentos. Por isso, a levotiroxina não deve ser feita por manipulação, pois a chance de erro é grande.

6. Para reproduzir o funcionamento normal da tireoide, a levotiroxina deve ser tomada todos os dias, em jejum (no mínimo meia hora antes do café da manhã), para que a ingestão de alimentos não diminua a sua absorção pelo intestino.
7. Se estiver usando a medicação regularmente, e dessa forma mantendo os níveis de TSH dentro dos valores normais, quem tem hipotireoidismo pode levar uma vida saudável, feliz e completamente normal.

8. Se o hipotireoidismo não for corretamente tratado, pode acarretar redução da performance física e mental do adulto, além de elevar os níveis de colesterol, que aumentam as chances de problemas cardíacos.

9. Depressão, desaceleração dos batimentos cardíacos, intestino preso, menstruação irregular, falhas de memória, cansaço excessivo, dores musculares, pele seca, queda de cabelo, ganho de peso e aumento de colesterol no sangue estão entre os sintomas do hipotieroidismo.

10. Não se deve confundir hipotireoidismo com hipertireoidismo, pois as  disfunções são opostas: enquanto no "hipo" existe diminuição da produção de hormônios; no "hiper", há o aumento.


10 de fevereiro de 2011

Pediatras alertam para a prevenção da pressão alta na infância

Medida reduziria gastos no atendimento à doença

O Brasil teve 2.341.426 atendimentos ambulatoriais e 9.333 internações devido à hipertensão arterial, gerando um custo de R$ 2.044.128,33 apenas em janeiro de 2007, segundo dados do DATASUS. Destes, 1.117 eram indivíduos com menos de 40 anos, que consumiram R$ 216.437,68, sem contar os gastos com complicações como infarto, "derrame" e insuficiência renal. Mas muitos destes custos poderiam ser diminuídos com simples medidas de prevenção. Quem garante é a cardiopediatra Fátima Leite, membro do Comitê de Cardiologia da Sociedade de Pediatria do Estado do Rio de Janeiro (SOPERJ). Nesta quinta-feira (26) é comemorado o Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial, "e é hora de alertarmos os pais sobre a importância da prevenção desde a infância", diz a pediatra.

Embora seja uma doença com predisposição familiar, existem alguns comportamentos que ajudam no seu aparecimento, como o excesso de peso, o sedentarismo (não praticar atividade física), o fumo e o excesso de sal na dieta. "Outros fatores contribuem para aumentar a chance de ter uma complicação quando já se tem a doença, como o colesterol alto (alto índice de gorduras no sangue) e o diabetes (índice elevado de açúcar no sangue). Uma pessoa que tem vários parentes com hipertensão e fuma, não faz exercícios, come muito sal e gordura, tem uma chance muito grande de apresentar complicações", explica a especialista.

Nas crianças isto também é verdadeiro. Alguns estudos mostram que crianças com pais hipertensos, embora não apresentem a doença, têm a pressão maior que aquelas cujos pais têm pressão normal. "Isto é um primeiro indício de que essas crianças correm um risco maior de desenvolver a doença. Se não houver um cuidado com o controle de peso, a ingestão de sal e com a prática de atividade física, é muito provável que elas, ainda numa idade muito jovem, desenvolvam hipertensão e fiquem sujeitas às suas complicações", ressalta Fátima Leite.

A pediatra explica que mesmo nas crianças é importante medir a pressão. "Nos adultos o diagnóstico é feito quando os níveis de pressão arterial estão acima da máxima de 13,5 e abaixo da mínima de 8,5. Nas crianças estes valores não são válidos, existindo uma tabela própria para idade e altura, que deve ser consultada pelo pediatra quando da aferição da pressão".

A SOPERJ tem se preocupado muito com a prevenção da hipertensão e por isso tem apresentado o tema em todos os congressos de pediatria e participado intensamente das campanhas preventivas. O objetivo maior destas campanhas é salientar, junto à comunidade médica e à população, a necessidade de manter um hábito de vida saudável nas crianças.

"Evitar longas horas diante da televisão e dos computadores, alimentar-se de maneira saudável, ingerindo frutas, verduras, legumes e quantidades adequadas de açúcar e gordura, evitar o excesso de sal e calorias, além de praticar regularmente exercícios físicos (pelo menos 40 minutos diários) são os primeiros passos para evitar a hipertensão arterial e suas conseqüências nefastas, que muitas vezes tiram do mercado de trabalho indivíduos em plena idade produtiva, gerando não só um desastre sócio-econômico, como psicossocial para muitas famílias", conclui a cardiopediatra Fátima Leite.

MÉDIA DOS VALORES DA PRESSÃO ARTERIAL
IDADE MÉDIA VALORES- SÍSTOLE/DIÁSTOLE

0-3 MESES 75/50mmhg
3 MESES-6 MESES 85/65 mmhg
6 MESES-9 MESES 85/65 mmhg
9 MESES-12 MESES 90/70 mmhg
1 ANOS-3 ANOS 90/65 mmhg
3 ANOS-5 ANOS 95/60 mmhg
5 ANOS-7 ANOS 95/60 mmhg
7 ANOS- 9 ANOS 95/60 mmhg
9 ANOS- 11 ANOS 100/60 mmhg
11 ANOS- 13 ANOS 105/65 mmhg
13 ANOS- 14 ANOS 110/70 mmhg

Ganho excessivo de peso: o controle das taxas de colesterol e de pressão sanguínea não refletiram no controle dos índices mundiais de obesidade - Obesidade afeta 10% da população mundial

Obesidade afeta 10% da população mundial

Incidência do problema dobrou entre 1980 e 2008. Nações desenvolvidas lideram alta

Em 1980, 4,8% dos homens e 7,9% das mulheres eram obesos – ante 9,8% e 13,8%, respectivamente, em 2008

Um em cada dez adultos é obeso. O dado, de abrangência mundial, foi publicado nesta sexta-feira pelo periódico britânico The Lancet por pesquisadores do Imperial College London e da Universidade de Harvard. O estudo mostra que os Estados Unidos registraram a maior alta nas taxas de obesidade, seguidos de Nova Zelândia, Austrália e Grã-Bretanha.

Para chegar aos resultados, os cientistas analisaram os índices de massa corporal (IMC), colesterol e pressão colhidos entre 1980 e 2008. Apesar das taxas de pressão e colesterol terem apresentado queda nos países desenvolvidos, a quantidade de pessoas obesas não para de crescer ao redor do planeta. Na Grã-Bretanha, por exemplo, os homens têm o sexto maior IMC de todo o continente europeu – as mulheres ficaram em nono lugar.

Em 2008, 9,8% dos homens e 13,8% das mulheres de todo o mundo eram obesos – todos tinham IMC acima de 30. Os dados são alarmantes, uma vez que, em 1980, os índices eram 4,8% e 7,9%, respectivamente. A população que vive nas ilhas do Pacífico apresenta o maior IMC do mundo, com média de 34, valor 70% superior ao da média do sudeste da Ásia e da África Subsariana.

Brasil – Dados do Ministério da Saúde apontam que, entre 2006 e 2009, o percentual de obesos na população passou de 11,4% para 13,9% – valor superior, portanto, aos 10% apontados na pesquisa mundial. Já a parcela daqueles que estão acima do peso ideal (podem ou não ser obesos) subiu de 42,7% para 46,6%.

Refrigerantes dietéticos elevam risco de infarto e derrame - Bom para cintura, péssimo para o coração

A chance de sofrer um acidente cardiovascular pode aumentar mais de 60%

Beber refrigerante dietético pode ser uma boa alternativa para quem não deseja engordar, mas não significa menos perigo à saúde. Um estudo americano sugere que os consumidores frequentes desse tipo de bebida correm um risco maior de sofrer ataque cardíaco e acidente vascular cerebral do que as pessoas que não bebem refrigerante nenhum.

O estudo, realizado em conjunto pela Universidade de Columbia de Nova York e a Escola de Medicina da Universidade de Miami, acompanhou 2.564 pessoas em Nova York por pouco mais de nove anos e descobriu que as pessoas que consumiam essas bebidas dietéticas diariamente tinham 31% mais chance de sofrer problemas vasculares. Mesmo após os cientistas descartarem os pesquisados com síndrome metabólica (doença vascular periférica) e histórico de doença cardíaca, o risco ainda assim foi 48% maior, destacou o estudo apresentado na conferência internacional sobre Acidente Vascular da Associação Americana de AVC.

"Se nossos estudos se confirmarem com análises futuras, isto sugeriria que refrigerantes dietéticos pode não ser um substituto ideal para bebidas com açúcar", disse a coordenadora dos estudos, Hannah Gardener, da Escola de Medicina da Universidade de Miami.

Hora de dormir: diminuir o tempo de sono para trabalhar mais pode colocar a saúde em risco

Dormir menos de seis horas por noite faz mal ao coração
Risco de sofrer ataque cardíaco é 50% maior; e chance de derrame cresce 15%
Uma pessoa que dorme menos de seis horas por noite tem um risco 50% maior de morrer após um ataque cardíaco - e a chance de sofrer um derrame fatal também cresce 15%. A conclusão é de uma pesquisa da da Universidade de Warwick, na Inglaterra, que comprovou o perigo recorrente de uma rotina agitada e irregular de trabalho que faz com que muitas pessoas descansem cada vez menos em função da sobrecarga diária, o que já se tornou hábito entre 60% da população adulta.

Segundo os cientistas, uma noite de sono ruim pode afetar o equilíbrio dos hormônios grelina e leptina, importantes na regulação do apetite. Isso explicaria por que pessoas com esse perfil tendem a comer mais e a ter tendência à obesidade, o que eleva os riscos de pressão alta e doenças cardiovasculares. Por consequência dessa espécie de círculo vicioso, elas também ficam mais propensas a ataques cardíacos e derrames.

4 de fevereiro de 2011

Diabetes Tipo 1

Diabetes Tipo 1

O diabetes Tipo 1 (DM1) é uma doença auto-imune caracterizada pela destruição das células beta produtoras de insulina. Isso acontece por engano porque o organismo as identifica como corpos estranhos. A sua ação é uma resposta auto-imune. Este tipo de reação também ocorre em outras doenças, como esclerose múltipla, Lupus e doenças da tireóide.

A DM1 surge quando o organismo deixa de produzir insulina (ou produz apenas uma quantidade muito pequena.) Quando isso acontece, é preciso tomar insulina para viver e se manter saudável. As pessoas precisam de injeções diárias de insulina para regularizar o metabolismo do açúcar. Pois, sem insulina, a glicose não consegue chegar até às células, que precisam dela para queimar e transformá-la em energia. As altas taxas de glicose acumulada no sangue, com o passar do tempo, podem afetar os olhos, rins, nervos ou coração.

A maioria das pessoas com DM1 desenvolve grandes quantidades de auto-anticorpos, que circulam na corrente sanguínea algum tempo antes da doença ser diagnosticada. Os anticorpos são proteínas geradas no organismo para destruir germes ou vírus. Auto-anticorpos são anticorpos com “mau comportamento”, ou seja, eles atacam os próprios tecidos do corpo de uma pessoa. Nos casos de DM1, os auto-anticorpos podem atacar as células que a produzem.

Não se sabe ao certo por que as pessoas desenvolvem o DM1. Sabe-se que há casos em que algumas pessoas nascem com genes que as predispõem à doença. Mas outras têm os mesmos genes e não têm diabetes. Pode ser algo próprio do organismo, ou uma causa externa, como por exemplo, uma perda emocional. Ou também alguma agressão por determinados tipos de vírus como o cocsaquie. Outro dado é que, no geral, é mais freqüente em pessoas com menos de 35 anos, mas vale lembrar que ela pode surgir em qualquer idade.

Sintomas

Pessoas com níveis altos ou mal controlados de glicose no sangue podem apresentar:

• Vontade de urinar diversas vezes;
• Fome freqüente;
• Sede constante;
• Perda de peso;
• Fraqueza;
• Fadiga;
• Nervosismo;
• Mudanças de humor;
• Náusea;
• Vômito

30 de janeiro de 2011

Por que há tantas diferenças no custo de medicamentos para o controle da hipertensão?

CUSTO DE MEDICAMENTOS

Por que há tantas diferenças no custo de medicamentos para o controle da hipertensão?

A hipertensão arterial é uma doença muito antiga, na maioria das vezes sem causa aparente, e somente existe graças a um caráter genético; portanto, chamamos de hipertensão primária. Isso significa que não tem cura, mas tem tratamento, que na maioria das vezes aliamos às medidas não farmacológicas, tais como perda de peso, parar de fumar, diminuir o consumo de bebidas alcoólicas e reduzir a quantidade de sal na alimentação. Muitas vezes, quando tomamos todos esses cuidados, mas a pressão arterial não reduz o suficiente para atingir os valores ideais, necessitamos da introdução de medicamentos anti-hipertensivos, isto é, aqueles que podem abaixar a pressão arterial.
A comunidade cientifica nacional e internacional tentam, ao longo dos anos, desenvolver o medicamento ideal para este tratamento, o qual aliaria baixo custo, poucos efeitos colaterais, dose única diária, efeito duradouro nas 24 horas do dia e também proteger o coração, rins, cérebro e outros órgãos afetados pela hipertensão.

29 de janeiro de 2011

Quando Suspeitar de Hipertensão Secundária?

Quando suspeitar de hipertensão secundária?
Em cerca de 90% dos hipertensos a causa não pode ser especificada e, por isso, é chamada de hipertensão primária. Em 10% dos hipertensos a causa está relacionada a um só fator que, muitas vezes, pode ser removido e a hipertensão curada. São as chamadas hipertensões secundárias a fatores hormonais, renais, circulatórios, ventilatórios etc. Os rins podem determinar uma hipertensão por glomerulonefrites (inflamações), múltiplos cistos que dificultam a filtração, estenoses (entupimentos) nas artérias renais, infecções repetidas por refluxo urinário e a própria insuficiência renal. Glândulas, como a supra-renal ou adrenal, podem ter doenças que elevam a pressão: o aldosteronismo (excesso de produção de aldosterona), o feocromocitoma (excesso de catecolaminas), síndrome de Cushing (aumento de cortisol), entre outras disfunções. Alterações da função da tireoide também podem alterar a pressão. Tumores endócrinos podem produzir doenças como a acromegalia, Cushing central ou ectópico que cursam com elevação pressórica. Alterações circulatórias, como a coarctação da aorta e vasculites, assim como distúrbios respiratórios (apneia do sono), são também causas de hipertensão. Alguns medicamentos, o abuso do álcool e uso de drogas ilícitas podem levar à hipertensão.
Indícios que alertam para uma causa secundária são: hipertensão resistente e de difícil controle, hipertensão em crianças e jovens, hipertensão de aparecimento tardio (após os 60 anos), alterações metabólicas (potássio, hormônios, má função renal etc.), aparecimento de sinais externos de doenças das glândulas (obesidade, manchas, estrias, pelos, cãibras, crises de taquicardia associadas à hipertensão etc.), roncos e apneias no sono, além de sinais detectados ao exame médico (ausência de pulsos nas extremidades, massas palpáveis etc.). Em muitos desses casos, há a necessidade de uma avaliação médica especializada .

Bomba Infusora de Insulina - O que é? e suas Vantagens

O que é e como funciona
A bomba de infusão de insulina é um aparelho do tamanho de um Pager ligado ao corpo por um finíssimo cateter com uma agulha flexível na ponta. A agulha é inserida na região subcutânea do abdômen ou da coxa, e deve ser substituída a cada dois ou três dias para evitar obstruções.
Não é uma bomba inteligente, isto é ela não mede a glicemia ou diz quanto de insulina deve ser usada.A dosagem da glicemia permanece sendo realizada através do glicosimêtro e não pela bomba.
O funcionamento dela é simples, liberando uma quantidade de insulina basal, programada pelo médico, 24 horas por dia, tenta imitar o funcionamento do pâncreas de uma pessoa comum, no entanto a cada refeição é preciso fazer o calcúlo da quantidade de carboidratos que serão ingeridos ( a conhecida contagem de carboidratos ) e programar o aparelho para lançar uma quantidade de insulina rápida ou ultra-rápida no organismo.
Quem pode usar?
O candidato ideal para usar a bomba de insulina é aquele que :
Consegue medir a glicemia capilar no mínimo 4 vezes por dia
Na fase de ajuste de doses de insulina a serem usadas na bomba, passe a medir no mínimo 6 vezes por dia.
Segue as recomendações médicas e mantém contato com a equipe responsável pela bomba, seguindo a dieta recomendada pela nutricionista, inclusive respeitando as quantidades.
Tem condição financeira para custear.
Está disposto a usar o aparelho 24 horas por dia junto ao corpo.
Mas principalmente está disposto a passar por um processo de educação em relação ao diabetes.
Tem diabetes tipo 1
Prática atividade física.
Vantagens no uso
As principais vantagens com o uso da bomba são :
Maior flexibilidade de horário das refeições
Se for usada de maneira adequada a bomba reduz o risco de hipoglicemias, e a longo prazo as complicações decorrentes do diabetes.
Melhora do controle glicêmico e níveis de hemoglobina glicosilada
Se consegue melhor controle do chamado fenômeno do amanhecer, responsável pela elevação da glicemia entre as 4 e 8 horas da manhã, que causa hiperglicemia se o diabético não tiver calculado a dose de insulina na noite anterior, ou não se levantar de madrugada para administrá-la. Com a bomba esse problema é resolvido
No entanto mesmo com todas essas vantagens se o diabético for obeso, ingerir grande quantidade de alimento ou açucares simples, não fizer exercícios físicos, não medir a glicemia na quantidade de vezes indicada, ou decidir determinar ele mesmo a quantidade de insulina utilizada, não existe muita vantagem no uso da bomba.

Mesmo com toda tecnologia o acompanhamento médico jamais deve ser esquecido.

Cuidados no Diabetes - Entenda o que é o exame de hemoglobina glicosilada ( HbA1c )

A Hemoglobina glicosilada (HbA1c) é um exame freqüentemente solicitado a pacientes com diabetes melito. É uma forma importante de medir a glicose do paciente através do exame de sangue. Ao contrário da glicemia, que mede o nível de glicose no momento da coleta do sangue, a HbA1c mostra o controle do paciente diabético nos últimos três meses.Desta forma, o paciente com dificuldades de adesão à reeducação alimentar, exercícios e medicações exigidas pelo tratamento, mas que muda seus hábitos, perto da época do exame, pode ter uma glicemia de jejum próxima ao normal. No entanto, a HbA1c estará elevada, mostrando que, na verdade, o diabetes daquela pessoa não está controlado.
HbA1c e os valores de referência
Sempre que for dosada A HbA1c, é fundamental saber o valor de referência do método utilizado. Pacientes bem controlados mantêm a HbA1c até 1,0 - 1,5 % acima do limite superior (valor absoluto). Exemplo: se o valor de referência for de 2,6 a 6,2 %, o paciente terá um bom controle se tiver sua HbA1c até 7,2 a 7,7%.
Evitando complicações
As chances do diabetes melito desenvolver complicações crônicas, como insuficiência renal, cegueira e infarto agudo do miocárdio, são diretamente proporcionais aos níveis de HbA1c. Isso significa que quanto mais alto o resultado do exame, maior o risco. Portanto, é fundamental que o diabético mantenha seu controle baseado no exame. Pacientes bem controlados podem fazer dosagens a cada três meses. Nos diabéticos mal controlados esse intervalo deve ser menor.

28 de janeiro de 2011

Hipertensão e Hereditariedade

Se meus pais ou irmãos são hipertensos, eu também serei?

O aumento da pressão arterial ao longo da vida é um problema que pode aumentar as chances de os indivíduos apresentarem, principalmente, problemas cardíacos, cerebrais e renais. Todos eles relacionados a problemas em nossas artérias.

Pensemos no nosso corpo como um edifício e que nossas artérias são os encanamentos do prédio. Nosso 'sistema hidráulico' não gosta de trabalhar com pressões mais altas. Caso isso aconteça por um período prolongado, nosso encanamento, ou seja, nossas artérias ficarão doentes. Por essa razão é que os hipertensos têm mais chances de desenvolver problemas de saúde ao longo do tempo.

Mas, por que algumas pessoas aumentam a pressão ao longo da vida? Na grande maioria das vezes não podemos encontrar apenas uma explicação. Além da idade, vários fatores relacionados ao organismo de cada um e a fatores do meio ambiente, principalmente a alimentação, vão determinar se uma pessoa irá ou não ficar com a pressão mais alta. Aspectos genéticos determinarão como cada um desses fatores irá influenciar no aumento da pressão. Se nossos familiares mais próximos são hipertensos, não necessariamente seremos hipertensos, mas isso aumenta a nossa chance. Portanto, diante de uma história de hipertensão na família, cabe a nós um cuidado especial nos outros fatores que podem influenciar o aumento da pressão ao longo da vida.

Forma Correta de Medição da Pressão Arterial


É possível que o profissional de saúde realize a medida da pressão arterial de modo incorreto?

É possível que a pessoa que mede a pressão arterial use técnica não apropriada ou realize a medida de forma imprecisa. Por isso, devem ser seguidas normas relativas ao posicionamento do paciente, posição do braço, condições locais em que a aferição esteja sendo realizada e a técnica da medida que evitem, ao máximo, leituras incorretas da pressão arterial. Para que a medida da pressão seja considerada um “padrão ouro”, ou seja, para que a aferição garanta a máxima exatidão dos valores corretos da pressão, as normas devem ser sempre seguidas e os profissionais que a executem devem ser treinados da melhor forma possível. Devemos também lembrar que os aparelhos utilizados devem ser calibrados e revisados periodicamente (pelo menos, a cada seis meses) para garantir a expressão verdadeira dos valores obtidos da pressão arterial.

23 de janeiro de 2011

Por que a hipertensão causa demência?

Inicialmente devemos ter consciência de que o portador de hipertensão arterial não alcança a cura de sua doença, porém, sim, o controle, através de disciplina na observância da mudança no seu estilo de vida e na tomada contínua do seu medicamento hipotensor. Dessa maneira o hipertenso, conforme vários estudos têm comprovado, reduzirá as complicações causadas pela hipertensão principalmente nos órgãos alvo, como o coração, os rins e o cérebro.
O objetivo do tratamento é permitir ao paciente ter uma vida normal, a fim de minimizar o risco cardiovascular, propiciando um aumento na duração da vida, bem como em sua qualidade.
Uma das complicações da hipertensão arterial em nível cerebral é o da demência, que constitui a deterioração progressiva e irreversível das funções intelectuais, resultante de lesões cerebrais. No quadro demencial a função cognitiva que mais precocemente começa a se manifestar é a da memória. Os quadros de hipertensão sistólica, diastólica, da pressão de pulso e em especial o da hipertensão sistólica isolada têm forte preditor como agente causal de doença aterosclerótica difusa em pequenas artérias cerebrais que pode levar à atrofia mesangial temporal, demência vascular e à doença de Alzheimer.
Esse processo costuma ter essa evolução principalmente naqueles hipertensos que, desde sua meia idade, por volta dos 40 e 50 anos de idade, não conseguem um bom controle em seus níveis da pressão arterial, trazendo-a para 120/80 mmHg.
Outra condição fortemente correlacionada a lesões cerebrais é a dos pacientes hipertensos que perdem sua capacidade de ter uma queda noturna fisiológica da sua pressão arterial, persistindo assim com valores elevados no período do sono, podendo dessa forma evoluir para quadros de demências, quer seja da forma vascular, quer a de Alzheimer.

Quais os alimentos ricos em sódio (sal)?


A hipertensão arterial sistêmica é uma doença crônica que acomete os vasos arteriais do organismo, tornando-os mais rígidos. Essa alteração aumenta a resistência ao trabalho do coração, que é de contrair-se para promover a adequada distribuição do sangue e seus nutrientes aos diversos órgãos do corpo humano.
Desde os primórdios da civilização o sal tem tido uma importância fundamental. Era utilizado essencialmente na conservação dos alimentos, hábito que persiste até os dias de hoje, na conservação de peixes e carnes.
Com o passar dos tempos o sal foi agregado à alimentação para ressaltar o sabor dos alimentos; basta lembrar o sabor de um churrasco com sal grosso e aquele feito sem sal, que diferença! E o sal nas saladas torna-as deliciosas, mas um perigo.
Os alimentos, de modo geral, têm sal em si, e os de origem animal são mais ricos que os de origem vegetal; a crença de que acrescentar sal a eles vá aumentar seu sabor é ilusão: esse hábito só acentua o salgado ao sabor dos alimentos.
O ideal de consumo de sal para nós humanos está entre 1,8 g e 2,3 g ao dia. Isso é importante porque o sal retém líquidos, mantendo assim nossos níveis de pressão arterial. As coisas se complicam quando esse sal da nossa dieta vem em quantidade maior ou exagerada, há um excesso de água no nosso organismo e consequentemente aumento da pressão arterial.

Estresse pode aumentar a pressão arterial?


O estresse é definido como um processo patológico resultante de uma resposta corporal a fatores externos que resultam em uma modificação de seu equilíbrio. Uma dessas modificações corporais está relacionada à pressão arterial, que pode subir quando o individuo é submetido a fatores externos, que o levam a ter medo, angústia e raiva.
Essa modificação na pressão arterial é produzida por estimulação do sistema nervoso, que produz substâncias que são liberadas pelo organismo, quando este é submetido a esses fatores externos para que possa lutar ou fugir, ou seja, tenha capacidade de reagir a esses estímulos nocivos, defendendo-se. Essas substâncias, a adrenalina e a noradrenalina, aumentam a pressão arterial de forma aguda e, quando liberadas pelo organismo com uma frequência muito alta, podem fazer com que algumas pessoas tornem-se hipertensas ao longo do tempo.

Por que estamos engordando?

A cada ano que passa estamos engordando mais. Novos estudos mostraram que cerca de 30% das mulheres e 15% dos homens brasileiros já são considerados obesos e têm riscos para outras doenças como diabetes, infarto do coração e AVC (derrame cerebral). Esse movimento de ganho de peso vem ocorrendo na maior parte do mundo e a causa disso todo mundo já sabe: estamos comendo demais e gastando de menos.
Alimentos ricos em carboidratos (açúcares) e gorduras possuem um alto valor energético e são os mais consumidos recentemente. São capazes de nos fornecer energia por muito tempo. Exemplo: um copo de refrigerante de 500 ml tem em média 300 calorias o que é equivalente a 1h e 30min de corrida.
Como quase ninguém tem hábitos de maratonistas ou tem trabalho que requer intensa força física e quase todos tem dietas calóricas o excesso de energia se transforma em gordura e se acumula no corpo.
Mas por que o nosso organismo, tão complexo e inteligente, comete esse erro em guardar energia?
O ser humano só conseguiu sobreviver aos períodos de fome (durante o processo evolucionário) e chegou onde estamos hoje, porque o nosso corpo estocava energia, na forma de gordura, nos tempos em que havia comida farta e usava essa energia nos tempos de carência alimentar.
Agora, porém, com excesso da quantidade de alimentos, o tiro saiu pela culatra e o que era vantagem, se tornou um dos maiores problemas de saúde.
Sobra comida, altamente calórica, fazemos muito menos atividade física do que há 30 anos atrás e em conseqüência pagamos o preço engordando....

Você tem diabetes e seu ombro dói?

Pode ser que você tenha a síndrome do ombro congelado ou Capsulite Adesiva do Ombro.
Dor no ombro, às vezes irradiando para o pescoço, com enrijecimento da musculatura desta região, e dificuldade para a movimentação do ombro são os sintomas mais importantes dessa patologia que acomete 5 em cada 100 pessoas, podendo afetar até 20 em cada 100 pessoas com diabetes.Embora essa doença não seja incomum, ela é ainda muitas vezes não diagnosticada, levando a muito sofrimento e à longa procura de diagnóstico.
As causas da Capsulite Adesiva do Ombro não são bem conhecidas. Ela aparece tanto em pessoas com diabetes do tipo 1, como de tipo 2, mais frequentemente nas mais idosas e com maior tempo de diabetes. Geralmente acomete um ombro, podendo mais raramente comprometer os dois. Outras causas podem ser responsáveis por essa alteração do ombro, tais como contusão local, cirurgia prévia de ombro e outras doenças crônicas.
O tratamento pode ser feito, inicialmente, com fisioterapia e antiinflamatórios. Se só isso não for suficiente, outros tratamentos mais agressivos são a aplicação de injeção de corticóides, dentro da articulação do ombro e, em último caso, cirurgia ortopédica por artroscopia.
Observa-se que, nos casos de aplicação de corticóide intraarticular, deve-se medir a glicemia mais vezes por dia, ajustando a medicação para diabetes, pois corticoides aumentam os níveis de glicose no sangue.
Recomenda-se iniciar o tratamento no início da doença, assim as chances de cura são maiores.

Estudo sueco investiga por que alguns diabéticos não têm complicações

Cerca de 15% ficam livres de doenças renais, lesões oculares, ataques cardíacos e derrames

Muitas pesquisas têm sido realizadas para descobrir os motivos pelos quais as pessoas com diabete desenvolvem complicações. Agora, cientistas fazem a pergunta inversa: eles querem saber por que alguns pacientes não têm essas complicações. O que é que os protege? O estudo Prolong (de "PROtetor da LONGevidade") pretende responder à questão.
José Patrício/AEPesquisa piloto avalia quem é paciente há mais de 30 anos
"A maioria dos diabéticos, ao longo dos anos, desenvolve complicações graves ou fatais, mas entre 10% e 15% estão livres. Eles são os únicos em que estamos interessados", afirma Valeriya Lyssenko, que conduz o estudo juntamente com Peter Nilsson, ambos do Centro de Diabete da Universidade de Lund, na Suécia.
As principais complicações da diabete incluem doenças renais (nefropatias), lesões oculares (retinopatia), ataques cardíacos e derrames.
Artérias rígidas e açucaradas
Apesar de décadas de intensa pesquisa sobre as complicações da diabete, esses mecanismos fundamentais ainda não são totalmente conhecidos. Também não é possível prevenir ou tratar os danos aos vasos sanguíneos que atingem a maioria dos pacientes.

Saiba exatamente o que é o colesterol, os tipos existentes e como cuidar para que ele não aumente

O que é o Colesterol?
O colesterol é um tipo de gordura (lipídio) encontrada naturalmente em nosso organismo, fundamental para o seu funcionamento normal. O colesterol é o componente estrutural das membranas celulares em todo nosso corpo e está presente no cérebro, nervos, músculos, pele, fígado, intestinos e coração. Nosso corpo usa o colesterol para produzir vários hormônios, vitamina D e ácidos biliares que ajudam na digestão das gorduras. 70% do colesterol é fabricado pelo nosso próprio organismo, no fígado, enquanto que os outros 30% vêm da dieta.
Por que é importante entender o colesterol?
Quando em excesso (hipercolesterolemia), o colesterol pode se depositar nas paredes das artérias, que são os vasos que levam sangue para os órgãos e tecidos, determinando um processo conhecido com arteriosclerose. Se esse depósito ocorre nas artérias coronárias, pode ocorrer angina (dor no peito) e infarto do miocárdio. Se ocorre nas artérias cerebrais pode provocar acidente vascular cerebral (derrame).
Portanto o colesterol alto é um fator de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares.
Quais são os tipos de colesterol?
Existem 2 tipos de colesterol no sangue. O LDL colesterol (low density lipoprotein) também chamado de "mau" colesterol, que promove o depósito da gordura nas paredes das artérias e corresponde a 75% do total do colesterol em circulação. Quanto maior o LDL-C, maior o risco de problemas.
O HDL colesterol (high density lipoprotein), também chamado de "bom" colesterol, transporta o colesterol das células para o fígado, eliminando-o pela bile e fezes. Fornece proteção contra a arteriosclerose e, se o seu nível está baixo, o risco de doença cardiovascular aumenta.

O alcoolismo faz mal à saúde, mas quem abusa do álcool só nos finais de semana também aumenta os riscos cardíacos

Bebedeiras nos fins de semana aumentam o risco cardíaco, diz estudo
Homens de Belfast, Irlanda do Norte, local em que se costuma beber grandes quantidades de bebidas alcoólicas nos fins de semana, são muito mais propensos a sofrer complicações cardiovasculares do que os homens franceses, cujo consumo total de álcool costuma ser maior,no entanto, é distribuído uniformemente ao longo da semana.Esta é a principal constatação de pesquisadores franceses da Universidade de Toulouse (França).
Um estudo que incluiu cerca de 10.000 homens de meia-idade descobriu que os homens de Belfast apresentavam um risco relativo 76% maior de sofrer um infarto do miocárdio (ataque cardíaco) ou morte de origem cardíaca, quando comparados com os homens franceses da mesma idade, após o ajuste de outros fatores de risco cardiovascular.

Cuidados com o sal na dieta

O consumo elevado de sal pode ser fator de risco para o desenvolvimento de algumas doenças crônicas, devendo ser um ingrediente controlado no preparo e adição aos alimentos, além dos produtos indutrializados. Os cuidados podem prevenir doenças e devem ser rigorosos em pessoas que já sofrem de alguma patologia relacionada ao consumo excessivo do sal, como hipertensão ou problemas renais.
Estudo recente avaliou o consumo de sal de uma população de jovens entre 18 e 20 anos, através da análise da excreção urinária e medidade de sódio e potássio e consumo alimentar. De acordo com os resultados o consumo de sal entre os jovens era alarmante e não cumpriam as recomendações atuais para limitar o consumo de sal.
Outro estudo avaliou pacientes em estágio final da doença renal crônica, com restrição de sal, dentre outras, onde foi avaliado que os sintomas depressivos estavam associados em parte da população estudada, ao abandono da dieta.
O sal melhora o sabor dos alimentos e deste modo, o consumo alimentar. A necessidade de retirar o sal da alimentação prejudica o consumo alimentar. Deste modo, o consumo adequado de sal durante a vida pode prevenir o desenvolvimento de doenças que necessitem sua restrição. Deve haver maior rigor no teor de sal dos alimentos processados e prontos para consumo, além da orientação sobre o uso so sal no dia-a dia da população, visando a prevenção das complicações causadas por seu consumo excessivo durante a vida.

22 de janeiro de 2011

Diabetes - Frases


A doença cresce no vácuo da desinformação e da falta de tratamento
Em poucos dias, a acidose e a hiperglicemia podem levar ao coma diabético
Obesidade e sedentarismo são as principais causas da diabete tipo 2
A diabete é hoje a doença crônica que mais mata no mundo
A palavra mágica para quem tem medo de diabete: prevenção

Diabete, o novo mal do século


Trata-se de uma epidemia que já atinge 350 milhões de pessoas. E que se expande rapidamente à medida que a população envelhece. Só que pouca gente sabe disso e menos gente ainda se preocupa com essa grave doença que está diretamente relacionada com o estilo de vida. Saiba como não ser a próxima vítima.

Era o século II, nos primórdios da Era Cristã, quando o grego Arateus da Capadócia resolveu deixar para a posteridade uma descrição detalhada daquela doença estranha, que acometia um grupo pequeno de pessoas e provocava sede excessiva, boca seca, perda de peso e urina abundante. “Os pacientes nunca param de produzir água e o fluxo é incessante como a abertura de aquedutos”, escreveu Arateus. “Não se consegue impedi-los de beber ou de urinar.” Num lampejo de inspiração, Arateus chamou a tal doença de diabetes. Em grego, diabetes quer dizer “passar por”, “fluir através” – como se o líquido ingerido simplesmente passasse por dentro do organismo para sair logo depois. “O diabetes é uma doença terrível, não muito freqüente entre os homens, sendo um derretimento da carne e dos membros para dentro da urina”, afirmou.

21 de janeiro de 2011

Passar muito tempo sentado causa doenças do coração

Uma pesquisa publicada este mês no Journal of the American College of Cardiology mostra que pessoas que passam menos de duas horas do dia assistindo TV, jogando videogames ou usando o computador tem menos risco de sofrer problemas cardíacos graves envolvendo hospitalização, morte ou ambos. O estudo sugere que fatores metabólicos podem explicar a conexão entre os períodos prolongados de tempo em que a pessoa fica sentada e os riscos para a saúde do coração.
O risco de problemas cardiovasculares aumenta em 125% em pessoas que passam mais de duas horas em frente a uma tela. Esses dados são independentes de outros fatores como hipertensão, se o indivíduo é fumante e/ou se pratica exercícios.
O Dr. Stamatakis, responsável pela pesquisa, diz que permanecer sentado durante muito tempo é um hábito conveniente e fácil. “De acordo com o que sabemos até agora, esses riscos para a saúde podem não ser aliviados por exercícios”, ele afirma. O próximo passo da pesquisa é descobrir outros danos causados ao corpo humano por esse tipo de situação, analisar os efeitos que exercícios podem exercer e definir atitudes que possam alterar esse hábito, aumentando o tempo que indivíduos passam realizando atividades físicas.

Ter pais fumantes aumenta o risco de pressão alta em crianças

Um estudo realizado na Universidade de Heidelberg, na Alemanha, revelou que ter pais fumantes não prejudica apenas os pulmões das crianças, mas pode também afetar suas condições cardiovasculares futuras.
A pesquisa revelou que fumar passivamente aumenta em 21% o risco de pressão alta em crianças de 4 a 5 anos de idade, e que algumas das crianças analisadas já sofrem desse mal. Os resultados apontaram que mães fumantes tem mais impacto sobre seus filhos, provavelmente porque elas passam mais tempo fumando em casa do que os pais, que fumam mais no ambiente onde trabalham.
Os pesquisadores afirmam que ambientes livres de fumaça de tabaco ajudam a preservar a saúde cardiovascular dos adultos e também das crianças, e que esse hábito saudável deve ser incentivado principalmente em casa.

Ter muitos filhos pode aumentar o risco de derrame das mulheres

Mulheres que têm mais filhos apresentam uma característica que podem deixá-las mais propensas a sofrer um derrame, segundo estudo publicado na edição de junho da revista Stroke. De acordo com os autores, aquelas que tiveram mais filhos teriam uma taxa mais rápida de acúmulo de placas nas artérias do pescoço. Entretanto, ainda não está claro se esses resultados representariam maiores riscos de derrame em longo prazo.
Diversos estudos anteriores já sugeriam uma relação entre a quantidade de filhos e o risco de doença cardíaca e derrame para a mulher mais tarde. E essa relação poderia ser parcialmente explicada por fatores como ganho de peso e hábitos do estilo de vida. O novo estudo, portanto, traz evidências inéditas, associadas à gestação, que podem ajudar a explicar o possível maior risco das mulheres com muitos filhos.
Avaliando exames de ultrassom da artéria carótida de pessoas com idades entre 20 e 50 anos, pesquisadores australianos observaram um aumento da espessura íntima-média da artéria do pescoço - um indicador de acúmulo de placas nas artérias, que podem, em longo prazo, levar ao derrame - tanto em homens quanto nas mulheres em um período de seis anos: cerca de sete micrômetros por ano nas mulheres e nove para os homens. Entretanto, os resultados indicaram que esse espessamento era mais rápido para mulheres que tinham filhos: com a progressão aumentando em 7,5 micrômetros por filho.

A importância da Contagem de Carboidratos no Diabetes.

Existem vários métodos pelos quais as pessoas com diabetes podem planejar sua alimentação e manter os níveis de glicemia o mais próximo do normal possível, juntamente com a medicação e atividade física. Um desses métodos é a Contagem de Carboidratos.
A Contagem de Carboidratos é uma estratégia nutricional, onde contabilizamos os gramas de carboidratos consumidos nas refeições e lanches, com o objetivo de manter a glicemia dentro de limites convenientes. A razão pela qual você deve focalizar em contar gramas de carboidratos é porque os carboidratos tendem a ter maior efeito na sua glicemia.
Quando você entende como contar carboidratos, você tem uma maior variedade na escolha dos alimentos que compõem o seu plano alimentar. E também, pode controlar sua glicemia mais precisamente.
Esta estratégia nutricional pode ser utilizada por qualquer pessoa com diabetes, sendo muito útil, até mesmo indispensável, para aquelas pessoas que utilizam como forma de tratamento a terapia com múltiplas doses de insulina ou sistema de infusão contínua de insulina, onde esta poderá ser ajustada, baseada no que a cada pessoa consome de alimentos.
Itens indispensáveis para utilizar a contagem de carboidratos:

Ótima notícia: o número de fumantes no Brasil caiu da década de 80 pra cá de 30% da população para 17%


O tabagismo é principal causa de morte evitável no mundo.A associação entre o tabagismo e diversos tipos de câncer, bem como, as doenças cardiovasculares, como o infarto do miocárdio (ataque cardíaco) e o acidente vascular cerebral (derrame cerebral), é incontestável.
O risco cardiovascular de um ex-fumante é reduzido em cerca de 50% após 2 anos de abstinência tabágica.Cerca de 10 anos após a cessação total do tabagismo, o risco cadiovascular do ex-fumante é semelhante ao de alguém que nunca fumou.
A prevalência do tabagismo no Brasil entre adultos na década de 80 era cerca de 30%.Atualmente, esta taxa é de aproximadamente 17%.O Brasil têm uma das maiores velocidades de queda no número de fumantes em todo o mundo.Embora os homens continuem fumando mais do que as mulheres, a prevalência do tabagismo no Brasil diminuiu principalmente entre os homens.
Nos Estados Unidos a prevalência do tabagismo é semelhante ao Brasil, no entanto, o aumento do preço dos cigarros foi o principal fator para a diminuição do tabagismo entre os norte-americanos.No Brasil, a redução do tabagismo pode ser atribuída principalmente a alguns fatores:
-Proibição das propagandas de cigarro.
-Instituição da contra propaganda (imagens de advertência nos maços de cigarros).
-Instituição de leis estaduais que proibem o tabagismo em lugares públicos e fechados.
O aumento do preço dos cigarros e a instituição de leis federais antitabagismo poderão contribuir para uma redução ainda maior das taxas de tabagismo no Brasil.

Consumo de frutas e verduras podem evitar cerca de 21 mil mortes por ano de doenças cardíacas, diz pesquisa britânica

Consumo de frutas e verduras pode salvar vidas, aponta pesquisa
Se os britânicos seguissem as recomendações alimentares, principalmente a de consumir cinco porções de frutas, verduras e legumes por dia, 33 mil vidas seriam salvas todos os anos, segundo pesquisa da Universidade de Oxford, no Reino Unido. Avaliando dados dos quatro países britânicos, os especialistas notaram que o consumo diário de 440 gramas de frutas e outros vegetais e de 18 gramas de fibras, com menos de 3% das calorias vindo das gorduras saturadas, salvaria milhares de vidas na região.
Publicados nesta semana no Journal of Epidemiology and Community Health, os resultados indicaram que o cumprimento das recomendações alimentares evitaria quase 21 mil mortes por doença cardíaca, 5,8 mil mortes por derrames e mais de 6 mil mortes por câncer. Além disso, apenas o aumento no consumo de vegetais poderia salvar mais de 15 mil vidas por ano.
De acordo com os autores, nenhum dos países britânicos alcançou as recomendações alimentares gerais em 2007, com a Escócia e a Irlanda do Norte estando muito longe do objetivo. “Alcançar as recomendações do Reino Unido para a dieta em relação ao consumo de frutas e vegetais (cinco porções por dia) resultaria em benefícios substanciais para a saúde - equivalente aos benefícios que seriam obtidos se a ingestão de sal fosse reduzida para 3,5 g por dia ou a de gordura saturada fosse reduzida para 3% da energia total